O TRATAMENTO DA OBSESSÃO

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PRELIMINARMENTE

mediunidade reunião

Há muito o que falar sobre obsessão, assunto que merece ser melhor estudado, principalmente nos Centros Espíritas. Eu gosto do assunto e tive oportunidade de aquirir alguma experiência como líder de um grupo que formamos na Sociedade Espírita André Luiz, de Agudos-SP.

Lá,  procuramos seguir à risca as recomendações do Livro “Desobsessão”, de André Luiz, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira, bem como as orientações práticas de Mãe Maria, uma entidade espiritual que se dedicava a esse tipo de trabalho com imenso amor, oculta, por humildade, na identificação de uma “preta-velha”, mas que demonstrava profundo conhecimento dos dramas invisíveis dos espíritos que chafurdam no sofrimento nos cantos e recantos do mundo espiritual, por muitas e variadas razões. Mãe Maria nos ensinou que há uma infinidade de espíritos abandonados, esquecidos, que desconhecem sua situação desencarnados e vagam ao léu, sem rumo, sem destino, sem esperanças. Por conta desse conceito, a primeira coisa que a comunidade espírita deveria considerar é que existe um imenso trabalho de recuperação de entidades em sofrimento, espíritos desconhecidos, andarilhos do espaço, que não estão fazendo mal a ninguém, pelo menos voluntariamente. E eles precisam estar incluídos nos objetivos de atendimento dos grupos de desobsessão.

E por que estou dizendo isso? É que quando se fala em desobsessão, pensa-se quase sempre em espíritos perversos prejudicando encarnados por ódio ou  vingança, por desentendimentos geralmente originários de outras encarnações.

Mãe Maria nos ensinou que há um contingente de espíritos inocentes, que obsidiam (o termo não é muito apropriado) sem vontade de fazer o mal; aproximam-se das pessoas porque estão desesperados por ajuda, pedindo socorro até de familiares que muitas vezes não os beneficiam nem mesmo com uma pequena prece.

Para mim, isso quer dizer que o trabalho de desobessão deve abrangê-los, talvez até prioritariamente. Eu presenciei muitas vezes entidades como essas chorarem na manifestação mediúnica, agradecidos pelos serviços de esclarecimento  recebidos. Todos os dias de reunião, Mãe Maria dedicava uma parte do tempo para avançar pelos nichos espirituais em busca desses andarilhos em sofrimento.

Meus amigos, meus irmãos, isso também é desobsessão.

RELEMBRANDO ALGUNS CONCEITOS

Muitas religiões aceitam a ideia de que alguns espíritos prejudicam encarnados, afetando sua saúde ou induzindo-os a erros e vícios de toda sorte. Mas, diferentemente dos conceitos espíritas, chamam essas entidades de DEMÔNIOS. De fato, nos evangelhos vemos muitas vezes os evangelistas usarem esse nome para designar entidades espirituais que afligiam pessoas. Mas a palavra demônio provém do grego “daimon” e quer dizer simplesmente “espírito, ser invisível, inteligência”. Assim, quando os evangelistas se referiam a esses espíritos estavam admitindo a vida espiritual após a morte e não necessariamente falando de seres dedicados exclusivamente ao mal.

Conceitos da Igreja Católica e de outras religiões que não admitem a reencarnação, fazem supor que existe um grande comando  do mal, paralelo e desafiador a Deus, agrupando seres que se dedicam a espalhar o vício, o ódio, os vícios sexuais e toda sorte de prazeres carnais, conseguindo assim criar e manter uma imensa comunidade organizada justamente para essa finalidade.

Por essa razão, nessas religiões há rituais de exorcismo ou equivalentes em que os espíritos obsessores são “expulsos” com expressões acaloradas de “sai deste homem em nome de Jesus”. Expulsos, iriam para os Infernos, onde supostamente vivem ou deveriam viver.

Ora, isso é um absurdo. Mesmo admitindo que essas comunidades de maus espíritos existem, em vários níveis e com diversos propósitos, elas não podem significar um poder paralelo, que Deus não consegue eliminar.

Todos os espíritos, por mais perversos que sejam, estão sob o comando de Deus, o Pai, Criador que quer que todos se desenvolvam e evoluam, através de provas e resgates, para isso necessitando de muitas reencarnações, mas dia virá que o mal será abolido da Terra.

Não há nenhum PODER PARALELO. Tudo segue o comando amoroso e desenvolvimentista de Deus, nosso pai, ao qual todas as criaturas, boas, medianas ou más, estão sujeitas.

DISTORÇÕES DO TRABALHO DE DESOBSESSÃO

Existem muitas distorções sobre a natureza do trabalho de desobsessão, arrisco dizer que até mesmo entre nós, espíritas.

A Umbanda usa métodos diferentes dos recomentados pelo Espiritismo, mas como têm muita coisa em comum, são frequentemente confundidos. Muitas pessoas supõem que a atividade de desobsessão implica em ir a cemitérios, encruzilhadas. sacrifícios de animais e outros rituais primitivos praticados conforme a fé da religião que os adota.

O ESPIRITISMO não adota tais métodos. Nossa religião promove reuniões pedindo a proteção de espíritos superiores e CONVERSA com as entidades obsessoras, entrevista-as para descobrir as causas do seu comportamento e procurá convertê-las, transformá-las para a sua reforma íntima e início ou reinício de um novo caminho de evolução.

Isso quer dizer que, para o Espiritismo, o trabalho de evangelização, atendendo ao pedido de Jesus “Ide e pregai”, estende-se portas adentro da comunidade invisível dos habitantes da Terra. O trabalho de desobsessão é um trabalho complementar de evangelização. O Espiritismo é a religião que, acreditando na vida após a morte, estende aos desencarnados o divino trabalho de evangelização.

Paulo estendeu a evangelização aos chamados gentios.; nós podemos;devemos estendê-la à população espiritual, os “gentios” do mundo invisível.

NÓS INTEGRAMOS A POPULAÇÃO ESPIRITUAL

Relembremos que entre os fundamentos espíritas está a sobrevivência do ser após a morte do corpo e que os espíritos reencarnam-se em vidas sucessivas para correção e aperfeiçoamento; que os espíritos se comunicam entre si, e com os encarnados, e vivem em comunidades na esfera espiritual.

Mas eles vivem também aqui, lado a lado conosco, por várias razões: como espíritos protetores e orientadores das diversas atividades da vida terrena, tais como profissões diversas, instituições de amparo comunitário, escolas, hospitais e muitas outras atividades.

Se fôssemos médiuns videntes os veríamos nas ruas, nas ambulâncias, nos ônibus, nos hospitais, nos Corpos de Bombeiros, nas empresas, pelas ruas, em toda parte acompanhando pessoas pelas mais variadas razões, fundamentalmente para amparo e orientação dos seres encarnados, interferindo de muitas formas que presumimos por intuição, quando intuem para prestarmos auxílios urgentes a pessoas, quando nos alertam inesperadamente para algum perigo, quando acordam mães para socorrer seus filhinhos e tantas outras ações benéficas.

Podemos vê-los nos hospitais assistindo médicos, ajudando-os a acertar no diagnóstico, orientando procedimentos e assistindo e confortando espíritos, com inspiração de pensamentos de coragem e passes espirituais para auxiliar na cura orgânica.

Mediunidade influencia_espiritos

Mas, em meio a tudo isso, alguns deles, os que ainda não se convenceram das vantagens da vida ética recomendada pelos 10 mandamentos e pelo evangelho de Jesus, muitas entidades estão nos bares e locais de jogos e encontros clandestinos,pratica de vícios, excessos sexuais, violência, furtos, roubos, crimes.

Ditados antigos lembram que quem fuma é cachimbo de espírito viciado, que o utiliza para se satisfazer, já que não dispõe mais do corpo físico; o mesmo acontece com quem bebe: é caneco de espíritos alcoólatras. Um médium vidente poderia ficar horrorizado diante do quadro que veria nos bares  e ambientes de prostituição. Mesmo nos lares. a busca de prazeres sexuais em excesso pode atrair parceiros que podem gostar dos costumes e “ficar morando” ou frequentando aquela residência.

Espirito e alcoolismo

No meio de tudo isso, pululam os espíritos raivosos, ávidos por vingança por que foram assassinados, traídos ou prejudicados dessa ou daquela forma. Estão nos ambientes familiares, “andando” pelas ruas, estão nos hospitais tentando agravar a enfermidade de desafetos, confundindo os médicos e enfermeiros, levando-os a erros e descuidos.

Alguns usam métodos terríveis como a hipnose (os encarnados nem suspeitam quão comum é essa prática perversa, utilizada com êxito para transmitir vícios e induzir a maus comportamentos) e a transmissão de doenças postando espíritos enfermos e confusos nos lares das pessoas que desejam prejudicar.

E entre eles, os ANDARILHOS DE MÃE MARIA, aqueles que estão perdidos, não sabem que desencarnaram, esquecidos nas preces de familiares e amigos, os que choram em busca de alívio para suas dores e saudades. São avós saudosas dos seus netos, pais em busca dos seus filhos, maridos procurando esposas, amigos procurando companheiros e toda sorte de sofrimento que o abandono pode provocar quando a saúde e o desconhecimento da própria situação espiritual os martiriza na prova transformadora. Essas entidades, nesses estados de alma, podem protagonizar, temporariamente  como “obsessores” dos próprios seres que amam, contaminando-os com sua enfermidade física ou psicológica, gerando dramas depressivos ou psíquicos.

O UNIVERSO DE TRABALHO DA DESOBSESSÃO

Como vemos, a população espiritual carente do trabalho desobsessivo é enorme, estando a exigir muitos, muitos e muitos grupos de trabalho especializados para isso, nas casas espíritas.

Deve ser por isso que André Luiz resolveu escrever esse livro “diferente” dos outros, no dizer de Emmanuel, que o prefaciou.

“Sentindo de perto semelhante necessidade, o nosso  amigo André Luiz organizou esse livro diferente de quantos lhe constituem a coleção de estudioso  dos temas da alma, no intuito de arregimentar novos grupos de seareiros do b bem que se proponham reajustar os que se  vêem arredados da realidade fora do campo físico.”

Os andarilhos de Mãe Maria

Sendo assim tão grande esse universo, não vamos começar tentando livrar a Humanidade dos grandes “Demônios do Mal” que assediam as Nações provocando crises, atentados e guerras. Seria muita pretensão.

Comecemos com os “Andarilhos de Mãe Maria” , passando pelos que batem às portas das Casas Espíritas implorando socorro para chefes de famílias que se tornaram violentos, esposas que abandonaram seus deveres para com seus filhos que praticam a ingratidão, irmãos que esqueceram seus deveres de parceria familiar e tantos outros dramas causados pela obsessão voluntária usando métodos cruéis como a hipnose e a transmissão de doenças diversas.

“E tudo que fizerdes a cada um desses meus mais pequeninos irmãos, será a mim que o fareis.” – Jesus

A PREVENÇÃO DA OBSESSÃO

Por outro lado, devemos recomendar, também, a prevenção da obsessão.  Não devemos esquecer que nós não vemos os espíritos, mas eles nos vêem o tempo todo. Interessam=se pelas nossas atividades, são atraídos pelos nossos pensamentos e comportamentos.  Nem sempre a obsessão é iniciada por razões de desentendimentos anteriores dos espíritos envolvidos. Muitas vezes, nós é que os atraímos com nossas atitudes e comportamentos não recomendados. Espíritos se aproximam por notar analogias na forma de encarar a vida, encontram pontos em comum e formam ‘amizades” que depois se transformam obsessão.

Temos muitos maus hábitos. Um deles é a maledicência. 90% das nossas conversas nos ocupam em falar dos erros e defeitos alheios.

Talvez por isso André Luiz tenha ensinado:

“O comentário em torno do mal é sempre o mal a multiplicar-se”, porque servem de sugestão a espíritos desocupados ou viciosos.

Maledicencia Mexerico 02

Além disso, diz um ditado popular:

“É mais fácil ser crítico do que correto.”

E Jesus também ensinou:

“Reconciliai-vos com os vossos adversários enquanto estais com eles a caminho.”

“Perdoareis os erros de vossos irmãos, não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.”

Adotemos a postura da correção ética olhando a vida do prisma espiritual.

O que ajuda a prevenir a obsessão.

  1. A evangelização. Estude o Evangelho. Conheça a vida e as recomendações de Jesus
  2. “Conhece-te a ti mesmo.” Analise sua vida, avalie seus comportamentos. Veja o que está fazendo que pode ser considerado como bem ou mal.
  3. Determine-se a mudar, corrigindo seus erros, transformando sua vida. Livre-se dos seus vícios e dos maus comportamentos.
  4. Adote pensamentos positivos e otimistas. Pense sempre no bem. Evite a maledicência. Seja indulgente.
  5. Frequente um boa casa religiosa para relembrar as recomendações evangélicas e receber radiações magnéticas dos bons espíritos que a frequentam
  6. Pratique o culto do evangelho  no lar, reunindo a família para estudarem juntos, de forma amiga e carinhosa as recomendações do Mestre Jesus.
  7. Priorize a amizade em família. Seja amigo dos seus filhos. Converse com eles, esteja sempre presente. Estimule a amizade, a parceria e a camaradagem entre os irmãos.
  8.   Forme uma boa confraria, um círculo de relacionamento de pessoas boas que o ajudem e estimulem a viver da forma mais adequada ao sucesso da vida do ponto de vista espiritual. Evite associar-se a pessoas que possam induzi-lo a erros e vícios, salvo se essa associação for para ajudá-los.
  9. Tenho cuidado especial com os vícios e com os excessos do prazer sexual, pois são portas que se abrem a espíritos indutores aos erros de que poderá se arrepender mais tarde. Não deixe em seu lar portas abertas para entrada de entidades viciosas.
  10. Faça pelo menos uma prece, sozinho, todos os dias. Suba ao “seu Monte Tabor” e peça a Deus e ao seu anjo de guarda para inspirá-lo sobre como agir nas provas de cada dia. Pense sempre: O que posso fazer para não me deixar arrastar por caminhos que poderão me levar à obsessão? E enfrente as provas do dia com determinação de vencê-las.

Passe Espírita

FINALIZANDO

Bem, acho que é isso aí. Pelo menos até onde eu consigo chegar e compreender.

Podemos agora iniciar o estudo do livro de ANDRÉ LUIZ.

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Gilberto Alves

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