28 – A CURA DE UMA MULHER ENCURVADA – UMA VISÃO ESPÍRITA

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O  TEXTO

10 E ensinava no sábado, numa das sinagogas

11 E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se.

12 E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade.

13 E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus.

14 E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado.

15 Respondeu-lhe, porém, o Senhor, e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber?

16 E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?

17 E, dizendo ele isto, todos os seus adversários ficaram envergonhados, e todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas que eram feitas por ele.

Lucas 13:10-17

COMENTÁRIOS

Já abordamos aqui a influência das obsessões espirituais nas enfermidades humanas Neste caso, Jesus o declara expressamente:

  • “… esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa? ”

Mais uma vez, notamos Jesus tomar a iniciativa de dirigir-se à pessoa antes ou independentemente de qualquer solicitação.

“E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher,  estás livre da tua enfermidade.”

Havia muito tempo a mulher padecia com um problema que a obrigava a viver encurvada, obviamente o que a submetia a grandes sacrifícios para o trabalho e cumprimento de suas obrigações diárias.

  • .E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada, e não podia de modo algum endireitar-se.

Notemos que o evangelista esclarece que a enferma “tinha um espírito de enfermidade, havia já dezoito anos; e andava curvada”

Jesus, tocado de compaixão se dirigiu a ela

E pôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou, e glorificava a Deus.

Com certeza, o que ocorreu foi uma sessão de DESOBSESSÃO: com a assistência de seus assessores, Jesus afastou o espírito que a torturava. Não cabe aqui especular porque o fazia. Vingança contra erros cometidos pela mulher então doente? Mediunidade de prova, não bem compreendida pela medianeira, que ligava a ela uma entidade enferma que precisava de ajuda?

Várias hipóteses poderiam ser elencadas;

Mas o mestre ainda lhe fez um passe para sanear-lhe o perispírito e corrigir problemas orgânicos adjacentes. O Espírito certamente foi entregue às falanges que acompanhavam Jesus para o devido encaminhamento a algum hospital ou local adequado da Espiritualidade.

***

Espantoso o que aconteceu em seguida. Ao invés de glorificarem a Deus pelo benefício concedido a um ser humano em prova, o príncipe da sinagoga fez uma advertência a Jesus e à multidão, desaprovando o que o Mestre praticara, por que era um sábado, dia consagrado ao descanso e à oração, conforme a religião vigente..

14     E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados, e não no dia de sábado.

O que fez com que o Mestre reagisse severamente.

“Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi, ou jumento, e não o leva a beber?”

E acrescentou:

16        E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás tinha presa?

Surpreendidos pela lógica do Mestre, “todos os seus adversários ficaram envergonhados”

O que repercutiu favoravelmente, “…e todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas que eram feitas por ele.”

Jesus impressionava muito, não apenas pelos seus poderes espirituais de cura, mas também pela sua dialética e lógica irretorquível.

Cura-a-una-mujer encurvada

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OS MILAGRES DE JESUS – 27 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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27- A CURA DE UM CEGO DE NASCENÇA

O  TEXTO

  1. E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença;
  2. E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?
  3. Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.
  4. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.
  5. Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.
  6. Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.
  7. E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.

João 9:1-7

COMENTÁRIOS

Constata-se,  nesta passagem,  que os discípulos acreditavam na reencarnação. A pergunta

“Quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego?”

Indica que consideravam a hipótese de o homem em foco, vitimado pela cegueira,  estar arcando com as consequências de erros de vidas passadas.

Nós sabemos que as restrições e incapacitações podem ter várias causas, e  em alguns casos podem não estarem relacionadas com a expiação de culpas. Por exemplo, um espírito em processo de reencarnação pode REQUISITAR  limitações que comporão a sua prova visando a algum aperfeiçoamento comportamental.

André Luiz expõe isso com clareza num dos seus livros, quando um espírito pede  que seu corpo venha a apresentar redução de movimentos nos membros inferiores, para isso contribuir  no exercício da humildade, indispensável à sua recuperação.

Cada reencarnação gera um projeto específico para o novo corpo, a cargo dos superiores espirituais.  A higidez física deve adequar-se aos planos para aquela nova vida. Mas,  muitas vezes, é a própria restrição que  se transforma em ponto chave para a transformação do espírito.

Mas, então, por que os discípulos perguntam se a culpa não poderia ser dos pais? Penso eu que poderia fazer parte da prova dos pais cuidar de um filho incapaz (isso deve acontecer com frequência),  mas sabemos que a culpa dos pais não se transfere para os filhos, embora se entrelacem em projetos com provas em comum para uma melhoria participativa.

Mas, não era esse o caso que tinham diante deles e Jesus explica:

“Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus.”

Sim, porque o Mestre não interferiria no processo projetado pelos Engenheiros Espirituais de redenção de uma alma, certamente  estudado com todo cuidado e responsabilidade.

Mas Jesus precisa mostrar seu poder, o poder da Espiritualidade Superior. Então, alguns espíritos reencarnaram, no  tempo de Jesus, aceitando limitações orgânicas JUSTAMENTE para que pudessem ser curados sem transgredir o código penal divino, a ressocialização do espírito que errou.  Então, algumas entidades vieram a Terra com limitações que visavam apenas a esse objetivo: que Jesus os curasse para exibir a excelsa bondade divina. Eram assessores de Jesus, que trabalharam no plano encarnado, ao mesmo tempo em que outros auxiliares do Mestre operaram, em sua companhia, mas invisíveis,  no Plano Espiritual.

“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.

Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo.”

Estranho – e surpreendente, também – o modo como Jesus escolheu para processar a cura.

“Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com a saliva fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego.

E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). “

Jesus escolheu magnetizar com sua saliva uma porção de terra, fazendo lodo e aplicando-o aos olhos do cego. Enquanto p homem se dirigia ao tanque de Siloé, o magnetismo curador de Jesus ficou atuando, penetrando seu órgão visual através de suas pálpebras.  Com certeza, as águas do tanque também possuíam propriedade curativas que, associadas, produziram a cura.

“Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo.”

Todos nós temos capacidades de cura, em maior ou menor grau. Porém há médiuns que vieram à Terra com missões especiais, para atuarem enquanto não chegam determinados recursos da moderna Medicina ou em lugares onde novas tecnologias ainda não foram implantadas por essa ou outra razão.

Assim, as benzedeiras benzem as crianças, fortalecem os idosos. As mães magnetizam seus filhos enquanto os embalam; consolam com cantigas de ninar, ou assoprando os dedos contundidos.

Deus esparrama seu poder por toda parte e multiplica recursos para as populações, em todos os  lugares onde surge uma carência,  qualificando pessoas para agirem em seu nome nos mínimos detalhes e nos mais longínquos rincões do planeta.

“Se tiverdes fé do tamanho de um grão de mostarda, direis a esse monte: ‘Passa daqui para acolá…” e ele vos obedecerá. Nada vos será impossível.”

Cura do cego de nascença

Gilberto Alves, 23/12/18

OS MILAGRES DE JESUS – 26 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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26 – A MOEDA PARA PAGAR O TRIBUTO

O TEXTO

  • E, chegando eles a Cafarnaum, aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas?
  • Disse ele: Sim. E, entrando em casa, Jesus se lhe antecipou, dizendo: Que te parece, Simão? De quem cobram os reis da terra os tributos, ou o censo? Dos seus filhos, ou dos alheios?
  • Disse-lhe Pedro: Dos alheios. Disse-lhe Jesus: Logo, estão livres os filhos.
  • Mas, para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti.

Mateus 17:24-27

COMENTÁRIOS

A narrativa não descreve o critério pelo qual era feita a cobrança dos impostos e taxas do povo. No caso, parece que os cobradores queriam testar a doutrina de Jesus com relação à obrigatoriedade do  seu pagamento:

“aproximaram-se de Pedro os que cobravam as dracmas, e disseram: O vosso mestre não paga as dracmas?”

Jesus percebe a provocação e faz com que o grupo raciocine a respeito, conversando com Pedro.

Ora,  se aqueles impostos eram cobrados dos estrangeiros (“alheios”), então não alcançariam os nativos, os nascidos na região.

Jesus chefiava uma falange de espíritos que há séculos se ocupavam de administrar os destinos da Terra. Logo, viveriam aqui de há muito tempo, muito antes da população encarnada a que os agentes do Estado estavam se referindo.

Mas Jesus aproveitou a oportunidade para separar as coisas. A sua doutrina  destinava-se a modificar o comportamento social das pessoas no sentido de se amarem e respeitarem umas às outras.  Não havia nenhum componente político de oposição à ordem constituída.

”…para que os não escandalizemos, vai ao mar, lança o anzol, tira o primeiro peixe que subir, e abrindo-lhe a boca, encontrarás um estáter; toma-o, e dá-o por mim e por ti”.

O que causa estupefação nesta passagem é o modo pelo qual Jesus obtém o recurso monetário  para pagar pelo grupo, já que não exerciam nenhuma atividade remunerada.

Os espíritos que o assessoravam transportaram  uma moeda – um estáter – para que Jesus cumprisse a obrigação. Qual o caminho escolhido? A boca de um peixe. Afinal, era de pescadores boa parte dos seus seguidores e esse caminho seria melhor compreendido.

Notemos que  ele especificou “tira o primeiro peixe que subir”. Queria dizer: não haverá uma quantidade grande de moedas: só um estáter, o suficiente para pagar o tributo.

Se esperassem recolher alguma pequena fortuna, se frustrariam: Pega o primeiro peixe e abre-lhe a bora, então encontrarás a moeda. Só uma, o suficiente para cumprir sua obrigação, conforme a legislação vigente.

Essa passagem nos transmite vários ensinamentos.

  • Jesus não tinha o menor interesse em fomentar ou apoiar movimentos políticos junto aos povos dominados por Roma.
  • Jesus não tinha o menor interesse em amealhar riquezas. Dos bens da Terra, recebia apenas o de que precisava para sobreviver o corpo físico e cumprir a sua missão neste planeta.
  • Jesus era amante da Lei e da Ordem e procurou exemplificar isso de várias formas e em várias oportunidades.

Lembramo-nos de que em outra ocasião, quando lhe perguntaram se era justo pagar tributos, ele toma uma moeda, aponta a efígie ali insculpida e ensina:

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”

O que não significa que o Mestre não se importava com  os excessos do autoritarismo e com as desigualdades sociais.

Ele tinha uma doutrina política?

Acredito que sim, mas de uma forma mais abrangente, de mais alto nível  e que se resume magistralmente da forma mais completa, mais perfeita e mais  justa que os seres humanos podem imaginar, ao alcance de qualquer Estado, de qualquer dirigente, de qualquer regime, de qualquer filosofia de comando político:

“AMAI-VOS UNS AOS OUTROS”

A moeda ba boca do peixe

OS MILAGRES DE JESUS – 25 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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25 – A CURA DO MENINO QUE TINHA CONVULSÕES

O TEXTO

14 – E, quando se aproximou dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão, e alguns escribas que disputavam com eles.

  • E logo toda a multidão, vendo-o, ficou espantada e, correndo para ele, o saudaram.
  • E perguntou aos escribas: Que é que discutis com eles?
  • E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo;
  • E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.
  • E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo.
  • E trouxeram-lho; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando.
  • E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância.
  • E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.
  • E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.
  • E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade.
  • E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele.
  • E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto.
  • Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.

28   E, quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que o não pudemos nós expulsar?

29  E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.

Marcos 9:14-29  Ver também  Mateus 17.14-18; Lucas 9.38-42)

COMENTÁRIOS

Este é mais um caso em que Jesus diagnostica um problema de saúde como de causa espiritual.

Um pai pedia aos discípulos que curassem seu filho, que sofria de convulsões e mudez. As pessoas já antecipavam que se tratava de um ataque espiritual, perpetrado por algum inimigo invisível, com grande poder sobre a vítima, pois o evangelista assim se refere ao obsessor:

“E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.

Jesus reprova a oscilação da fé dos requisitados:

“ Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo.”

Essa incredulidade acontece ainda hoje. Além de definições médicas (epilepsia, convulsões, “ataques”), outras explicações podem surgir, cada avaliador se julgando o dono exclusivo da verdade.

“15     E trouxeram-lho; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando.

16       E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância.

17       E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.”

Narra André Luiz um caso no qual, durante uma convulsão epiléptica, o obsessor, ligando-se a Pedro, produziu uma convulsão generalizada tônico-clônica. O mentor Áulus afirmou que ali se verificou um caso de possessão completa ou epilepsia essencial e analisa que, no setor físico, Pedro estava inconsciente e não teria lembrança do ocorrido, mas estaria atento como Espírito e, nessa condição, arquivaria a ocorrência

O comentário é extraído com base em um trecho do livro “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz:

“ (…) O desventurado continuava gritando para os nossos ouvidos, sem acolher- lhe os apelos comovedores.

— Vingar-me-ei! Vingar-me-ei! Farei justiça por minhas próprias mãos!… — bradava, colérico.

Repreensões injuriosas apagavam-se na sombra, porquanto não conseguiam exteriorizar-se através das cordas vocais da vítima, a contorcer-se. Permanecia o cavalheiro plenamente ligado ao algoz que o tomara de inopino. O córtex cerebral apresentava-se envolvido de escura massa fluídica. Reconhecíamos no moço incapacidade de qualquer domínio sobre si mesmo.

Acariciando-lhe a fronte suarenta, Áulus informou, compadecido:

— É a possessão completa ou a epilepsia essencial.”

Pelo que podemos depreender com base nos estudos espíritas, a causa da epilepsia pode ser essencialmente espiritual (devido à ação continuada de uma tortura praticada por entidade perseguidora) como orgânica, mas mesmo neste caso pode ser  agravada pela ação do agente perseguidor.

Jesus agiu no sentido imediato. Localizou o espírito atacante e o afastou.

“E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele.

“E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto.

“Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.”

Todos ficaram surpresos com a cura. Jesus poderia ter aplicado uma transfusão magnética ou outro recurso de sua competência se a causa fosse essencialmente orgânica. Mas o Mestre optou pelo diagnóstico eminentemente espiritual, lembrando que casos semelhantes são subavaliados porque até mesmo os crentes  de vez em quando duvidam das causas espirituais e preferem entupir os doentes com medicações farmacêuticas, visando curas mágicas ou negligenciando o tratamento recomendado..

Já comentamos aqui a nossa reprovação pelo desleixo de algumas casas espíritas com a manutenção de reuniões de desenvolvimento mediúnico e  de desobsessão. Neste caso, Jesus parece confirmar que as pessoas parecem preferir os caminhos “mais fáceis” e desviam-se da terapêutica mais indicada: a doutrinação do espírito, o caminho mais dificultoso, entretanto, o mais seguro para casos desse tipo:

“E, quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que o não pudemos nós expulsar?

“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma,  não ser com oração e jejum”

A CURA E UM JOVEM epiléptico Marcos 9

OS MILAGRES DE JESUS – 24 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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24- A CURA DO CEGO DE BETSAIDA

O TEXTO

22.E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse.

23.E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.

24.E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.

25.Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente.

Marcos 8.22-26

COMENTÁRIOS

Mais uma vez, chama a nossa atenção a importância da empatia nas curas de Jesus. Alguém se sensibiliza com um cego e roga a intervenção do Mestre. Se ninguém houvesse se importado, ele permaneceria por muito tempo ainda sofrendo as restrições de vida que a cegueira lhe impunha.

“…trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse.”

E, como sempre, Jesus se sensibilizou. Tomou-o carinhosamente pela mão e o levou para fora da aldeia.

Por que o Mestre o apartou da multidão?  As pessoas reunidas produzem efeitos os mais variados, dependendo do motivo que as reúnem e o que fazem em suas reuniões.

Jesus estava  sempre cercado de gente, o que não significa que todos estavam sempre contritos  e concentrados em atitudes de pureza. Poderiam, até, estar com o pensamento ligado a preocupações profissionais, familiares, ou distraídos em conversações inúteis com comentários sobre o cotidiano.

O Mestre deve ter percebido que o ambiente não era o ideal para a cura. Afasta-se com o enfermo, certamente se unindo à falange espiritual que o assessorava, em ambientação mais adequada à movimentação dos recursos espirituais necessários.

Jesus cospe, isto é, dirige a sua saliva certamente magnetizada com suas vibrações de espírito elevado e espera a ação desse primeiro entre os recursos que aplicou.

“… e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.”

Jesus aplicou fartamente o passe magnético como recurso de cura. Mas Ele percebia que havia algo mais grave no caso em pauta e verifica o efeito de sua ação magnetizadora:

“Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.”

A cura não estava completa. Qual seria a causa da doença? Poderia vir de outras encarnações, poderia ser uma incapacitação originada de erros do passado; mas se Jesus se dedicava a eliminar a irregularidade, então deve ter percebido que o sofrimento já havia purgado moralmente e o enfermo já merecia libertar-se.

Era  um caso grave. E Jesus continua a sua ação:

“Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima:”

Parece que faltava simplesmente um exercício do globo ocular, como modernos oftalmologistas recomendam.  O enfermo  o faz,  ainda recebendo o magnetismo do Mestre e recupera a vista de forma mais confortável.

“…e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente.”

Até que ponto foi usado o ectoplasma para a realização da cura, não sabemos; até que ponto o Mestre foi subsidiado pelos médicos espirituais que o acompanhavam, também não sabemos.

Mas não importa. Primeiro porque já vimos em outros trechos a imensa capacidade que Jesus detinha na manipulação do seu magnetismo pessoal de espírito elevado; segundo, por que certamente a falange o ajudava mesmo, em todos os casos, como uma equipe médica em um hospital de campanha.

O que chama a atenção, também, é o direcionamento da ação de Jesus. A impressão que eu tenho é que quando ele DIRIGIA a Sua atenção a um doente esse simples fato já  carregava a pessoa de fluidos benéficos.

Acho eu que é o mesmo que acontece quando uma criança chora à noite e sua mãe se levanta célere e vai até onde ela está, a toma nos braços, inunda-a de carinho protetor, repleta-lhe os ouvidinhos com frases de amor, e a embala como só as mães sabem fazer. Certamente, a criança recebe um banho de fluidos magneticamente amorosos que a beneficiam de uma forma que eu me considero incapaz de alcançar.

Jesus ama as criaturas da Terra, seu rebanho.  Quando um doente Lhe pede ajuda, Ele deve agir como um irmão  protetor,  como as mães fazem com os bebês saídos de suas entranhas.

O fluxo do amor de Jesus se magnetiza e se transforma em plasma curador, que pode curar tudo o que podemos imaginar e o que não nos acode à imaginação.

Ele só nos pede – como vemos repetido em vários trechos do Evangelho – que tenhamos fé, que cultivemos a fé.

“Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá” (Lc 17.6).

Penso que esse é o recado do Mestre. Ele nos ama e nos dirige o seu amor quando Lhe pedimos; mas é preciso que cultivemos a fé, a confiança nEle e em Deus.

18/11/18Jesus cura um cego

OS MILAGRES DE JESUS – 23 UMA VISÃO ESPIRITA

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23 A SEGUNDA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES

O TEXTO

32 Jesus chamou os seus discípulos e disse:

— Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. Não quero mandá-los embora com fome, pois poderiam cair de fraqueza pelo caminho.

33 Os discípulos perguntaram:

— Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?

34 — Quantos pães vocês têm? — perguntou Jesus.

— Sete pães e alguns peixinhos! — responderam eles.

35 Aí Jesus mandou o povo sentar-se no chão. 36 Depois pegou os sete pães e os peixes e deu graças a Deus. Então os partiu e os entregou aos discípulos, e eles os distribuíram ao povo. 37 Todos comeram e ficaram satisfeitos; e os discípulos ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 38 Os que comeram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

39 Então Jesus mandou o povo embora, subiu no barco e foi para a região de Magadã.

Mateus 15.32-39

(Ver também Marcos 8.1-9)

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Nota-se, estudando o Evangelho, que Jesus caminhava muito, andando a pé de uma cidade a outra, levando a sua mensagem, o seu ensinamento, e curando pessoas enfermas que encontrava pelos caminhos.

Sempre o seguiam multidões que queriam ouvi-lo, atraídos pela sua personalidade, sua eloquência, e a mensagem de esperança que pregava por toda parte, anunciando a sua doutrina.

Muitos levavam enfermos, numa época em que era difícil, muito difícil para as pessoas pobres obterem qualquer tipo de assistência médica dos serviços públicos ou obter a intervenção de um profissional da saúde.

O pobre que fosse doente, realmente enfrentava duras provas.

Por isso as pessoas seguiam o Mestre, na esperança de encontrarem alívio para seus sofrimentos e solução parta suas dificuldades. A sua chegada naqueles lugares oferecia-lhes essa uma rara oportunidade.

Nesta passagem, Jesus observa o quadro e com a empatia que o caracterizava, comenta com os seus discípulos.

“— Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. Não quero mandá-los embora com fome, pois poderiam cair de fraqueza pelo caminho.”

Certamente, os membros de sua equipe também se sensibilizaram, mas não havia solução à vista.

“— Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?”

 

Apenas o Mestre poderia ter uma solução, apoiado em seus poderes espirituais extraordinários. Antevendo o que deveria ser feito, ele pergunta:

“— Quantos pães vocês têm? .”

Eles fazem um inventário dos seus mantimentos e relatam:

“— Sete pães e alguns peixinhos! “

O evangelista informa que havia  quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças. Obviamente, seus suprimentos seriam insuficientes.

E o que faz Jesus?

Numa atitude que Ele sempre repetia, “rendeu graças a Deus”, demonstrando que seus poderes vinham de um Ser Maior, o Deus no qual ele confiava tanto.

“Então os partiu e os entregou aos discípulos, “

O que teria acontecido?

Uma hipótese é a materialização que ele gerava, cada vez que ia tomando com as mãos um pão ou um peixe, duplicando-o com a ajuda da equipe espiritual que o assessorava.

A literatura espírita relata inúmeros casos em que os espíritos manipulam o ectoplasma (anunciada cientificamente por Charles Richet), substância que todos seres humanos têm e com a qual os médiuns especializados podem contribuir para produzir efeitos físicos especiais como por exemplo a materialização de espíritos e intervenções cirúrgicas, tais como as executadas pelo espírito Dr. Fritz,  com o médium Zé Arigó, ou mais recentemente, o médium João de Deus, Goiás.

Jesus deveria ser um médium de extraordinários recursos. Então, eu creio que ele manipulou o seu próprio ectoplasma e o dos circunstantes para produzir o fenômeno. A falange de Espíritos Superiores que o auxiliava se encarregou dos detalhes e foram produzidos tantos pães e peixes que os membros da multidão se fartaram e ainda houve sobres em quantidade impressionante.

“Todos comeram e ficaram satisfeitos; e os discípulos ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. “

Como se observa,  tudo no Espiritismo tem uma explicação racional e científica. Os milagres não existem. Apenas desconhecemos alguns recursos que podem ser utilizados por quem os sabe manipular.

Num Centro Espírita bem orientado, o ectoplasma também pode ser usado para ajudar pessoas enfermas, atendidas as regras e recomendações de Kardec e outros espíritos elevados.

Infelizmente, nota-se, ultimamente, que muitas Casas Espíritas têm-se restringido às atividades de oferecer palestras e água fluidificada, com recomendação de leitura de livros da Doutrina e orientação para a reforma íntima.

É claro que é ótimo que haja pessoas dedicadas a essas tarefas,  mas o que queremos dizer é que o Espiritismo tem muito mais recursos à disposição dos praticantes de boa vontade que queiram desenvolver suas faculdades para a prática da caridade, pois alguns tipos de benefício só o Espiritismo pode proJesus alimenta multidão 2a multiplicacao

11/11/18

 

OS MILAGRES DE JESUS – 22 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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22 – A CURA DE UM SURDO-MUDO

O TEXTO

31 Jesus tornando a sair dos confins de Tiro veio por Sidônia ao mar de Galileia, passando pelo meio do território de Decápolis.

32 Trouxeram-lhe um surdo e mudo e lhe rogavam que pusesse a mão sobre ele.

33 Então Jesus, apartando-o dentre o povo, colocou seus dedos nos ouvidos dele: e cuspindo, pôs-lhe da sua saliva sobre a língua.

34 Levantando os olhos ao céu, deu um suspiro, e disse-lhe: Ephphetha, que quer dizer, abre-te.

35 No mesmo instante se lhe abriram os ouvidos e se lhe soltou a prisão da língua, de sorte que entrou a falar expeditamente.

36 Ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém quanto mais Jesus lhes proibia, tanto mais eles o apregoavam.

37 E tanto mais se admiravam, dizendo: Ele tudo tem feito bem; fez não só que ouvissem os surdos, mas que falassem os mudos.

Marcos 7.31-37

COMENTÁRIOS

Nesta passagem, impressiona a conduta adotada por Jesus para efetuar a cura.

Primeiro, o fato de Jesus tê-lo afastado da multidão. Supomos que onde se reúne muita gente, afluem pessoas de todo tipo, nem todos fiéis ou com pensamentos positivos. Deveria haver ali pessoas até discordantes, indiferentes, participando por participar, talvez até por curiosidade, ou desejando encontrar algum pretexto para a maledicência. As pessoas vibram, emitem fluidos, conforme suas disposições íntimas. Somos seres irradiantes.  Notamos isso frequentemente quando chega alguém de boa ou má vibração a nossa casa, ou numa roda de conhecidos.

Jesus deve ter percebido que o ambiente não era adequado ao processo da cura, que exige um ambiente quase hospitalar, no panorama espiritual.

Isolado o enfermo, provavelmente afluíram os espíritos assessores do Mestre para subsidiar a operação, formando um pequeno grupo onde o surdo-mudo era a figura central.

“”(…) colocou seus dedos nos ouvidos dele:”

Jesus agiu, como um médium passista, dirigindo sua energia diretamente nos ouvidos do enfermo.

“e cuspindo, pôs-lhe da sua saliva sobre a língua.”

Interessante a forma escolhida por Jesus para magnetizar a língua do doente: a sua própria saliva. A  rigor, não seria de admirar que a saliva de Jesus estivesse impregnada de fluidos de energia positiva e reparadora.  Mas notem que Ele colocou sua saliva na boca do surdo-mudo, um ambiente orgânico obviamente similar para receber o líquido da saliva de Jesus, enriquecida com fluidos positivos e curadores.

Mas não foi só. Jesus, num gesto de humildade e de submissão a forças espirituais superiores, ainda ergue os olhos ao Céu e pede a interferência.

”Levantando os olhos ao céu, deu um suspiro, e disse-lhe: Ephphetha, que quer dizer, abre-te.”

Algumas traduções trazem “efatá”; o certo é que Jesus pediu a Forças Superiores que “abrissem” as travas que emperravam a língua do homem com relação a  movimentos orgânicos necessários para produzir a fala.

Por que teria Jesus feito essa prece? Não disponha Ele de todos os poderes necessários para produzir o fenômeno da cura?

Acreditamos nós que o Mestre deve ter mobilizado alguma equipe especializada, posta a seu serviço no momento da cura.

Mis uma vez nos impressiona a sensibilidade de Jesus. O Mestre interessou-se pelo caso, pelo enfermo incapacitado de trabalhar, até mesmo de se comunicar com as pessoas. As razões deveriam ser espirituais, mas há quanto tempo esse homem vinha sofrendo essa limitação tão séria e angustiante, que certamente lhe causava dependência da caridade de familiares e circunstantes?  Dizem que surdez e mudez são enfermidades aparentadas, quem não ouve não fala pelo simples fato de não ouvir e não ter modelos sonoros para repetir. Mas, parece que não era esse o caso. Jesus sentiu que havia algo errado com a língua do paciente, algo orgânico. E fez o que achou que deveria ser feito.

Maravilhoso.  A bondade de Jesus sempre comove.

04-11-18

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