O TRATAMENTO DA OBSESSÃO

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PRELIMINARMENTE

mediunidade reunião

Há muito o que falar sobre obsessão, assunto que merece ser melhor estudado, principalmente nos Centros Espíritas. Eu gosto do assunto e tive oportunidade de aquirir alguma experiência como líder de um grupo que formamos na Sociedade Espírita André Luiz, de Agudos-SP.

Lá,  procuramos seguir à risca as recomendações do Livro “Desobsessão”, de André Luiz, psicografia de Chico Xavier e Waldo Vieira, bem como as orientações práticas de Mãe Maria, uma entidade espiritual que se dedicava a esse tipo de trabalho com imenso amor, oculta, por humildade, na identificação de uma “preta-velha”, mas que demonstrava profundo conhecimento dos dramas invisíveis dos espíritos que chafurdam no sofrimento nos cantos e recantos do mundo espiritual, por muitas e variadas razões. Mãe Maria nos ensinou que há uma infinidade de espíritos abandonados, esquecidos, que desconhecem sua situação desencarnados e vagam ao léu, sem rumo, sem destino, sem esperanças. Por conta desse conceito, a primeira coisa que a comunidade espírita deveria considerar é que existe um imenso trabalho de recuperação de entidades em sofrimento, espíritos desconhecidos, andarilhos do espaço, que não estão fazendo mal a ninguém, pelo menos voluntariamente. E eles precisam estar incluídos nos objetivos de atendimento dos grupos de desobsessão.

E por que estou dizendo isso? É que quando se fala em desobsessão, pensa-se quase sempre em espíritos perversos prejudicando encarnados por ódio ou  vingança, por desentendimentos geralmente originários de outras encarnações.

Mãe Maria nos ensinou que há um contingente de espíritos inocentes, que obsidiam (o termo não é muito apropriado) sem vontade de fazer o mal; aproximam-se das pessoas porque estão desesperados por ajuda, pedindo socorro até de familiares que muitas vezes não os beneficiam nem mesmo com uma pequena prece.

Para mim, isso quer dizer que o trabalho de desobessão deve abrangê-los, talvez até prioritariamente. Eu presenciei muitas vezes entidades como essas chorarem na manifestação mediúnica, agradecidos pelos serviços de esclarecimento  recebidos. Todos os dias de reunião, Mãe Maria dedicava uma parte do tempo para avançar pelos nichos espirituais em busca desses andarilhos em sofrimento.

Meus amigos, meus irmãos, isso também é desobsessão.

RELEMBRANDO ALGUNS CONCEITOS

Muitas religiões aceitam a ideia de que alguns espíritos prejudicam encarnados, afetando sua saúde ou induzindo-os a erros e vícios de toda sorte. Mas, diferentemente dos conceitos espíritas, chamam essas entidades de DEMÔNIOS. De fato, nos evangelhos vemos muitas vezes os evangelistas usarem esse nome para designar entidades espirituais que afligiam pessoas. Mas a palavra demônio provém do grego “daimon” e quer dizer simplesmente “espírito, ser invisível, inteligência”. Assim, quando os evangelistas se referiam a esses espíritos estavam admitindo a vida espiritual após a morte e não necessariamente falando de seres dedicados exclusivamente ao mal.

Conceitos da Igreja Católica e de outras religiões que não admitem a reencarnação, fazem supor que existe um grande comando  do mal, paralelo e desafiador a Deus, agrupando seres que se dedicam a espalhar o vício, o ódio, os vícios sexuais e toda sorte de prazeres carnais, conseguindo assim criar e manter uma imensa comunidade organizada justamente para essa finalidade.

Por essa razão, nessas religiões há rituais de exorcismo ou equivalentes em que os espíritos obsessores são “expulsos” com expressões acaloradas de “sai deste homem em nome de Jesus”. Expulsos, iriam para os Infernos, onde supostamente vivem ou deveriam viver.

Ora, isso é um absurdo. Mesmo admitindo que essas comunidades de maus espíritos existem, em vários níveis e com diversos propósitos, elas não podem significar um poder paralelo, que Deus não consegue eliminar.

Todos os espíritos, por mais perversos que sejam, estão sob o comando de Deus, o Pai, Criador que quer que todos se desenvolvam e evoluam, através de provas e resgates, para isso necessitando de muitas reencarnações, mas dia virá que o mal será abolido da Terra.

Não há nenhum PODER PARALELO. Tudo segue o comando amoroso e desenvolvimentista de Deus, nosso pai, ao qual todas as criaturas, boas, medianas ou más, estão sujeitas.

DISTORÇÕES DO TRABALHO DE DESOBSESSÃO

Existem muitas distorções sobre a natureza do trabalho de desobsessão, arrisco dizer que até mesmo entre nós, espíritas.

A Umbanda usa métodos diferentes dos recomentados pelo Espiritismo, mas como têm muita coisa em comum, são frequentemente confundidos. Muitas pessoas supõem que a atividade de desobsessão implica em ir a cemitérios, encruzilhadas. sacrifícios de animais e outros rituais primitivos praticados conforme a fé da religião que os adota.

O ESPIRITISMO não adota tais métodos. Nossa religião promove reuniões pedindo a proteção de espíritos superiores e CONVERSA com as entidades obsessoras, entrevista-as para descobrir as causas do seu comportamento e procurá convertê-las, transformá-las para a sua reforma íntima e início ou reinício de um novo caminho de evolução.

Isso quer dizer que, para o Espiritismo, o trabalho de evangelização, atendendo ao pedido de Jesus “Ide e pregai”, estende-se portas adentro da comunidade invisível dos habitantes da Terra. O trabalho de desobsessão é um trabalho complementar de evangelização. O Espiritismo é a religião que, acreditando na vida após a morte, estende aos desencarnados o divino trabalho de evangelização.

Paulo estendeu a evangelização aos chamados gentios.; nós podemos;devemos estendê-la à população espiritual, os “gentios” do mundo invisível.

NÓS INTEGRAMOS A POPULAÇÃO ESPIRITUAL

Relembremos que entre os fundamentos espíritas está a sobrevivência do ser após a morte do corpo e que os espíritos reencarnam-se em vidas sucessivas para correção e aperfeiçoamento; que os espíritos se comunicam entre si, e com os encarnados, e vivem em comunidades na esfera espiritual.

Mas eles vivem também aqui, lado a lado conosco, por várias razões: como espíritos protetores e orientadores das diversas atividades da vida terrena, tais como profissões diversas, instituições de amparo comunitário, escolas, hospitais e muitas outras atividades.

Se fôssemos médiuns videntes os veríamos nas ruas, nas ambulâncias, nos ônibus, nos hospitais, nos Corpos de Bombeiros, nas empresas, pelas ruas, em toda parte acompanhando pessoas pelas mais variadas razões, fundamentalmente para amparo e orientação dos seres encarnados, interferindo de muitas formas que presumimos por intuição, quando intuem para prestarmos auxílios urgentes a pessoas, quando nos alertam inesperadamente para algum perigo, quando acordam mães para socorrer seus filhinhos e tantas outras ações benéficas.

Podemos vê-los nos hospitais assistindo médicos, ajudando-os a acertar no diagnóstico, orientando procedimentos e assistindo e confortando espíritos, com inspiração de pensamentos de coragem e passes espirituais para auxiliar na cura orgânica.

Mediunidade influencia_espiritos

Mas, em meio a tudo isso, alguns deles, os que ainda não se convenceram das vantagens da vida ética recomendada pelos 10 mandamentos e pelo evangelho de Jesus, muitas entidades estão nos bares e locais de jogos e encontros clandestinos,pratica de vícios, excessos sexuais, violência, furtos, roubos, crimes.

Ditados antigos lembram que quem fuma é cachimbo de espírito viciado, que o utiliza para se satisfazer, já que não dispõe mais do corpo físico; o mesmo acontece com quem bebe: é caneco de espíritos alcoólatras. Um médium vidente poderia ficar horrorizado diante do quadro que veria nos bares  e ambientes de prostituição. Mesmo nos lares. a busca de prazeres sexuais em excesso pode atrair parceiros que podem gostar dos costumes e “ficar morando” ou frequentando aquela residência.

Espirito e alcoolismo

No meio de tudo isso, pululam os espíritos raivosos, ávidos por vingança por que foram assassinados, traídos ou prejudicados dessa ou daquela forma. Estão nos ambientes familiares, “andando” pelas ruas, estão nos hospitais tentando agravar a enfermidade de desafetos, confundindo os médicos e enfermeiros, levando-os a erros e descuidos.

Alguns usam métodos terríveis como a hipnose (os encarnados nem suspeitam quão comum é essa prática perversa, utilizada com êxito para transmitir vícios e induzir a maus comportamentos) e a transmissão de doenças postando espíritos enfermos e confusos nos lares das pessoas que desejam prejudicar.

E entre eles, os ANDARILHOS DE MÃE MARIA, aqueles que estão perdidos, não sabem que desencarnaram, esquecidos nas preces de familiares e amigos, os que choram em busca de alívio para suas dores e saudades. São avós saudosas dos seus netos, pais em busca dos seus filhos, maridos procurando esposas, amigos procurando companheiros e toda sorte de sofrimento que o abandono pode provocar quando a saúde e o desconhecimento da própria situação espiritual os martiriza na prova transformadora. Essas entidades, nesses estados de alma, podem protagonizar, temporariamente  como “obsessores” dos próprios seres que amam, contaminando-os com sua enfermidade física ou psicológica, gerando dramas depressivos ou psíquicos.

O UNIVERSO DE TRABALHO DA DESOBSESSÃO

Como vemos, a população espiritual carente do trabalho desobsessivo é enorme, estando a exigir muitos, muitos e muitos grupos de trabalho especializados para isso, nas casas espíritas.

Deve ser por isso que André Luiz resolveu escrever esse livro “diferente” dos outros, no dizer de Emmanuel, que o prefaciou.

“Sentindo de perto semelhante necessidade, o nosso  amigo André Luiz organizou esse livro diferente de quantos lhe constituem a coleção de estudioso  dos temas da alma, no intuito de arregimentar novos grupos de seareiros do b bem que se proponham reajustar os que se  vêem arredados da realidade fora do campo físico.”

Os andarilhos de Mãe Maria

Sendo assim tão grande esse universo, não vamos começar tentando livrar a Humanidade dos grandes “Demônios do Mal” que assediam as Nações provocando crises, atentados e guerras. Seria muita pretensão.

Comecemos com os “Andarilhos de Mãe Maria” , passando pelos que batem às portas das Casas Espíritas implorando socorro para chefes de famílias que se tornaram violentos, esposas que abandonaram seus deveres para com seus filhos que praticam a ingratidão, irmãos que esqueceram seus deveres de parceria familiar e tantos outros dramas causados pela obsessão voluntária usando métodos cruéis como a hipnose e a transmissão de doenças diversas.

“E tudo que fizerdes a cada um desses meus mais pequeninos irmãos, será a mim que o fareis.” – Jesus

A PREVENÇÃO DA OBSESSÃO

Por outro lado, devemos recomendar, também, a prevenção da obsessão.  Não devemos esquecer que nós não vemos os espíritos, mas eles nos vêem o tempo todo. Interessam=se pelas nossas atividades, são atraídos pelos nossos pensamentos e comportamentos.  Nem sempre a obsessão é iniciada por razões de desentendimentos anteriores dos espíritos envolvidos. Muitas vezes, nós é que os atraímos com nossas atitudes e comportamentos não recomendados. Espíritos se aproximam por notar analogias na forma de encarar a vida, encontram pontos em comum e formam ‘amizades” que depois se transformam obsessão.

Temos muitos maus hábitos. Um deles é a maledicência. 90% das nossas conversas nos ocupam em falar dos erros e defeitos alheios.

Talvez por isso André Luiz tenha ensinado:

“O comentário em torno do mal é sempre o mal a multiplicar-se”, porque servem de sugestão a espíritos desocupados ou viciosos.

Maledicencia Mexerico 02

Além disso, diz um ditado popular:

“É mais fácil ser crítico do que correto.”

E Jesus também ensinou:

“Reconciliai-vos com os vossos adversários enquanto estais com eles a caminho.”

“Perdoareis os erros de vossos irmãos, não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete vezes.”

Adotemos a postura da correção ética olhando a vida do prisma espiritual.

O que ajuda a prevenir a obsessão.

  1. A evangelização. Estude o Evangelho. Conheça a vida e as recomendações de Jesus
  2. “Conhece-te a ti mesmo.” Analise sua vida, avalie seus comportamentos. Veja o que está fazendo que pode ser considerado como bem ou mal.
  3. Determine-se a mudar, corrigindo seus erros, transformando sua vida. Livre-se dos seus vícios e dos maus comportamentos.
  4. Adote pensamentos positivos e otimistas. Pense sempre no bem. Evite a maledicência. Seja indulgente.
  5. Frequente um boa casa religiosa para relembrar as recomendações evangélicas e receber radiações magnéticas dos bons espíritos que a frequentam
  6. Pratique o culto do evangelho  no lar, reunindo a família para estudarem juntos, de forma amiga e carinhosa as recomendações do Mestre Jesus.
  7. Priorize a amizade em família. Seja amigo dos seus filhos. Converse com eles, esteja sempre presente. Estimule a amizade, a parceria e a camaradagem entre os irmãos.
  8.   Forme uma boa confraria, um círculo de relacionamento de pessoas boas que o ajudem e estimulem a viver da forma mais adequada ao sucesso da vida do ponto de vista espiritual. Evite associar-se a pessoas que possam induzi-lo a erros e vícios, salvo se essa associação for para ajudá-los.
  9. Tenho cuidado especial com os vícios e com os excessos do prazer sexual, pois são portas que se abrem a espíritos indutores aos erros de que poderá se arrepender mais tarde. Não deixe em seu lar portas abertas para entrada de entidades viciosas.
  10. Faça pelo menos uma prece, sozinho, todos os dias. Suba ao “seu Monte Tabor” e peça a Deus e ao seu anjo de guarda para inspirá-lo sobre como agir nas provas de cada dia. Pense sempre: O que posso fazer para não me deixar arrastar por caminhos que poderão me levar à obsessão? E enfrente as provas do dia com determinação de vencê-las.

Passe Espírita

FINALIZANDO

Bem, acho que é isso aí. Pelo menos até onde eu consigo chegar e compreender.

Podemos agora iniciar o estudo do livro de ANDRÉ LUIZ.

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Gilberto Alves

CURSO DE VIOLÃO POR MÚSICA – 4

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VAMOS AGORA NOS APROFUNDAR NAS FIGURAS DA ESCRITA MUSICAL

Com a a aula anterior, você já se tornou capaz de tocar violão, lendo uma partitura. Partitura simples, é verdade, como precisa ser no começo. Mas você já toca por música. Parabéns.

Mas se eu lhe ter uma partitura  de uma música inteira, talvez você coce a cabeça, preocupado. “Não dou conta”

Quando um principiante olha uma partitura musical,  ele pode se assustar em princípio

Uma canção,  um estudo,  um concerto podem exigir muitas páginas para serem escritas.

Mas se você prestar atenção, verá que (como tudo na vida)  tudo está dividido (ou foi montado) em partes. Uma partitura está dividida em partes e podemos ir entendendo por partes, “pedaço” por “pedaço” e logo dominaremos tudo e constataremos que o “bicho” não é tão feito quanto parece.

Também a escrita musical se utiliza de muitas figuras e sinais que nos ajudam a entender melhor.

AS CLAVES

Logo de cara, à esquerda, bem no começo de cada Pauta,  notamos as claves, que especificam a extensão, a amplitude  de escala que vai comportar.  São 3 desenhos: Clave de SOL, de FÁ e de DÓ.  Para o violão, usamos  a clave de SOL, que resolve bem o problema da extensão de alturas que esse instrumento pode alcançar, desde as mais graves até as agudas;  para o piano, usamos  a Clave de SOL e também a clave de FÁ, pois pela sua extensão (bem maior que a do violão) , precisa das duas claves: uma para as mais agudas (SOL) e outra para as mais graves (FA).  Para instrumentos de sopro, que emitem sons mais agudos, usamos a clave de DO, que pode aparecer em duas posições, na 4ª e na 3ª.  Linha.

Claves musicais

Se não usássemos as claves a escrita ficaria muito confusa, com muitas notas acima  ou abaixo da pauta, nas linhas e espaços complementares. As pautas servem para racionalizar. Cada uma comanda uma extensão.

. Precisaremos também – e mesmo assim – de notas e linhas suplementares, mas não serão muitas e será mais fácil  escrever e ler.

Desenhando a clave de sol

EXPRESSÕES SOBRE ANDAMENTO

Também podemos notar em muitas partituras expressões que indicam o modo como a música deve ser interpretada: Andante, Andantino, Presto, Moderado, Prestíssimo, Dulce.

Indicam na maioria das vezes o “quão rápido” uma frase musical deve ser tocada.

Se você tocar muito rápido uma música lenta ficará horrível, e vice versa, salvo se você quiser produzir efeitos especiais.

DIVISÃO EM COMPASSOS E TEMPOS

Outra coisa que você notará é a divisão em compassos: barras verticais agrupando/separando certos conjuntos de notas e pausas que tem determinadas durações (já veremos isso). Tudo MATEMATICAMENTE arrumado. Os compassos são uniformes e têm a mesma duração durante toda a música e obedecem a uma métrica indicada por meio de uma fração ( 2/4. ¾. 4/4)  que aparece na primeira pauta.  Essa métrica determina ou é determinada pelo ritmo adotado pela composição.

O DENOMINADOR da fração, no caso, 4, indica que o total dos tempos de um compasso não pode ultrapassar o valor (tempo) de uma SEMIBREVE.

Por sua vez, cada compasso é dividido ou construído em TEMPOS.

Cada tempo tem a duração equivalente à fração correspondente à duração da SEMIBREVE. Nos compassos 2/4. 3/4, 4/4, cada tempo tem a duração de um quarto (1/4) da semibreve)

PERAÍ – Mas quanto dura uma semibreve?

Você deve estar se perguntando “Mas quantos segundos duram uma SEMIBREVE?” Embora isso possa realmente ser marcado com um cronômetro, não esquente a cabeça com isso agora. /A duração das notas é muito intuitiva e você, ao tocar a música, pelo jeito dela, logo perceberá qual é a duração sem precisar de um relógio para medir. Aliás, música é isso mesmo, uma mistura de matemática com intuição e sentimento.

Assim, o ritmo de marcha é 2/4 (lembre-se da marcha dos soldados) tem 2 tempos (1-2     1-2, 1-2). Quer dizer que cada tempo tem a duração de um quarto (1/4) da semibreve, portanto cada compasso só pode ter 2 tempos

Uma valsa é 3/4, tem 3 tempos ( 1-2-3,    1-2-3,     1-2-3) Cada tempo tem a duração de um quarto (1/4) da semibreve), portanto cada compasso só pode ter 3 tempos

Um chorinho é 4/4 tem 4 tempos (1-2-3-4,    1-2-3-4,      1-2-3-4). Cada tempo tem a duração de um quarto (1/4) da semibreve), portanto cada compasso só pode ter 4 tempos

Dessa forma, preenchemos cada tempo com uma nota ou com uma pausa, porque a música é feita de uma combinação de sons e silêncios.

E representamos, colocando depois da clave:

MARCHA = 2/4 – Haverá 2 tempos em cada compasso.

VALSA = ¾ = Haverá 3 tempos em cada compasso.

CHORINHO = 4/4 – Haverá 4 tempos em cada compasso. Usa-se também, um C

E assim, distribuímos as durações e silêncios, com seus respectivos valores, em cada compasso. Cada compasso deve “fechar”  somando-se a quantidade de durações e pausas.  Num compasso  2/4, ¾. 4/4 as soma das notas e pausas não podem ultrapassar a duração de uma semibreve, mas você pode combinar pausas e sons do jeito que quiser, respeitando a duração representada  pelas respectivas figuras.

Distrib notas e pausas no compasso

Mas essa distribuição pode sofrer alterações. Por exemplo, podemos aumentar em 50% a  duração de uma nota ou de uma pausa. Note que no quadro acima, aparecem algumas figuras pontuadas no compasso ¾ . Depois explicaremos isso melhor.

Também podemos colocar mais notas do que caberia matematicamente, usando as quiálteras (colocamos 3 notas no lugar de duas e tocamos as 3 dentro da duração de 2. Isso vai montando os ritmos e ornamentos que embelezam e mobilizam as melodias.

Ponto e quiálteras

Vamos explicar melhor tudo isso no decorrer do curso, à medida que os exemplos e exercícios forem exigindo.

O RITMO

Como dissemos acima, tudo é composto ou dividido em partes.

O Mundo está dividido em continentes, onde se organizaram países; nestes, constituíram estados, cidades, bairros.

Os grandes edifícios foram  construídos por andares, onde se fizeram os apartamentos, lojas e garagens.

A Terra gira em torno de si mesma a intervalos regulares, fazendo surgir os dias e as noites;  As horas passam com a sucessão de minutos regularmente contatados, de 60 em 60 segundos.

Nosso coração “bate”, ao influxo do sangue. Nos desfiles militares, os soldados marcham contando 1,2, 1,2,   1,2 e assim por diante.

A música também pulsa com base em intervalos regulares que se repetem simetricamente e fazem a gente sentir que a música é alegre, ou triste, rápida ou lenta, moderada, com mais sons, menos sons, algumas paradas, pausas, alguns sons que se repetem, alguns sons que se prolongam e tudo vai sendo combinado de forma que percebemos emocionalmente a pulsação e nos envolvemos na emoção que a música nos transmite. Às vezes, dá vontade de dançar romanticamente, alegremente, lentamente.

OS VALORES (DURAÇÃO) DAS  NOTAS E DAS PAUSAS

Veja a tabela abaixo com as notas e suas respectivas durações e as correspondentes durações de silêncio. A cada símbolo de duração corresponde um símbolo de silêncio. Combinando as durações dos sons e os silêncios, construímos os compassos, organizando os ritmos.

Figuras valores e pausas

A Semibreve é a figura que representa a maior duração de uma nota. Como regra geral, ela é utilizada para representar um som que dura  todo um compasso.

EXERCÍCIOS DE SOLFEJO RITMICO

Tempos fortes e fracos

Há alguns exercícios para fixarmos esses conceitos rítmicos.  Podemos usar a mão direita batendo na mesa para contar os tempos. Para sentirmos o ritmo, classificamos os tempos também como tempos fortes e fracos.

Os primeiros tempos de cada compasso são sempre fortes. No compasso 4/4. o terceiro tempo pode ser considerado meio-forte.  Isso acontece sempre que alguns ritmos extensos ficam meio que subdivididos (você já deve ter percebido isso quando escuta uma escola de samba e vê uma mulata “arrebentando”  uma exibição de ritmo.  No compasso 4/4 é como se houvesse dois sub-compassos de 2/4. Voltaremos a esse assunto, oportunamente.

Quando contamos 1-2   1-2 (2/4), falamos o um mais alto ou batemos com a mão na mesa com mais força. O segundo tempo,voz mais baixa, gesticulando no ar.

Quando contamos 1-2 -3  1-2-3 (3/4), falamos o um mais alto ou batemos com a mão na mesa com mais força.Os outros tempos, voz mais baixa, gesticulando no ar.

Quando contamos 1-2-3-4   1-2-3-4 (4/4), falamos o um mais alto ou batemos com a mão na mesa com mais força. Os outros tempos, voz mais baixa, gesticulando no ar (o terceiro tempo, como vimos, pode soar um “pouquinho” mais alto, não tanto quanto o primeiro)

Veja no desenho abaixo a representação dos movimentos.

Fazendo um pouco de humor, os gestos rítmicos fazem parecer que estamos “benzendo”. Rsrsrs

Contagem dos tempos Solfejo

ESTÁ RAZOAVEMENTE ENTENDIDO?

VAMOS A ALGUNS EXEMPLOS

Marcha soldado - partitura em C

O cravo brigou com a rosa partitura

Cai cai balão

NOTA: Quando aparecem notas antes do primeiro compasso, isso recebe o nome de ANACRUSE.

VAMOS PRATICAR A LEITURA?

TENTE CANTAROLAR cada uma dessas músicas marcando o compasso. Vá batendo na mesa usando os desenhos sugeridos para 2, 3 e 4 tempos por compasso, batendo mais forte o primeiro tempo. Prossiga “benzendo” a música, como se você fosse um maestro. Faça que a contagem seja bem regular, isto é, cada compasso dure o mesmo tempo que o anterior, de cada música, até que a música acabe.

No compasso 2/4: bata na mesa no tempo 1 (forte) e levante a mão no tempo 2 (fraco)

No compasso 3/4, bata na mesa no tempo 2 (forte), leve a mão para o alto e à direita (ou esquerda) no tempo 2 (fraco), depois leve a mão para a esquerda (ou direita) no compasso 3 (fraco. Em seguida repita esses movimentos.

No compasso 4/4. bata na mesa no tempo 1 (forte), leve a mão para o alto e à esquerda no tempo 2 (fraco), depois leve a mão para a direita no compasso 3 (meio-forte), e termine levantando a mão para o alto, não muito (fraco). Em seguida repita esses movimentos.

 

Na próxima aula, vamos aprender um pouco mais sobre convenções gráficas de localização das notas no violão e o modo de ferir as cordas.

Tocar violão não é para você ir “batendo” de qualquer  jeito. Há técnicas específicas e vamos ensiná-las.

A partir da próxima aula, você já poderá dizer que “está tocando violão por música, lendo a partitura.

Chegou até aqui, PARABÉNS.

Eu

Qualquer dúvida, ligue para 65 3627-2273

CURSO DE VIOLÃO POR MÚSICA – 3

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HOJE JÁ VAMOS PEGAR O VIOLÃO PARA COMEÇAR A PRATICAR

Camtor ilustracao

Supondo que o seu violão esteja afinado (ao final desta aula, vamos ensinar, teoricamente, como afinar), vamos agora quais notas musicais nos encontramos no violão. Vamos ver isso corda por corda.

O violão tem 6 cordas que identificamos contando-as de baixo para cima.

A 1ª corda é a mais aguda. É a mais fininha, É a que se localiza em baixo.

a 6ª corda é a de som mais grave. É a mais grossa. É a que se localiza em cima.

Com exceção das 2 primeiras, as outras cordas são revestidas por um fio  que as enrola. Todas se diferenciam umas das outras pelo diâmetro,  pela espessura.

Deixe o seu violão por perto, ao alcance da mão e da vista. Agora preste atenção nos itens abaixo. E já vá tocando as notas que vai aprendendo.

VAMOS COMEÇAR APRENDENDO AS NOTAS ATÉ A 5ª CASA

As linhas, 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 5ª  contam-se de baixo para a cima;  as linhas  suplementares, identificam-se as superiores de baixo para cima e as inferiores de cima para baixo.

Os espaços 1ª, 2ª, 3ª, 4ª  também contam-se de baixo para a cima;  os espaços suplementares, identificam-se os superiores de baixo para cima e os inferiores de cima para baixo.

VAMOS CONHECER AS NOTAS DA 6ª CORDA

A 6ª corda solta corresponde à nota MI

Pauta musical com clave com a nota mi grave

Pressionando-se a 6ª corda na primeira casa, ou seja, subindo meio tom sobre ela ao avançar uma casa obtém-se o FÁ

6 corda

Pauta musical com clave com a nota FA grave

Pressionando-se a 6a. corda na 3a. casa, obtém-se a nota SOL. porque avançamos um TOM ao subir 2 casas.

Pauta musical com clave com a nota SOL 6 ª

Pressionando-se a 6a. corda na 5a. casa, ou seja, mais um tom, pulando uma casa, obtém-se o LA. Note que esse LA é igual ao obtido pela 5a. CORDA solta. Por isso, usamos essa  igualdade para afinar o instrumento. Verificamos se estão iguais, como precisam ficar.

Pauta musical com clave com a nota LA 6 ª

AGORA, VAMOS VER AS NOTAS DA 5a CORDA

A 5ª corda solta corresponde à nota LA, igual à 6a. corda apertada na 5a. casa

Pauta musical com clave com a nota la grave

5 corda

Pressionando-se a 5a. corda (LA) na 2a.  casa, ou seja, um tom acima (pulando uma casa),

obtém-se o SI.

Pauta musical com clave com a nota SI 5ª

Pressionando-se a 5a corda na 3a. casa, ou seja, avançando-se mais meio tom (uma casa), chegamos ao DO.

Pauta musical com clave com a nota DO 5ª

Pressionando-se a 5a. corda na 5a. casa, ou seja, avançando um tom, (pulando uma casa), chegamos ao RE. Esse RÉ idêntico ao RE da 4a. corda. Eles devem estar afinados entre si.

Pauta musical com clave com a nota RE 5ª

VAMOS VER AGORA AS NOTAS DA 4ª CORDA

Pauta musical com clave com a nota RE grave

A 4a. corda corresponde à nota RE, quando tocada solta.

4 corda

Pressionando-se a 4a. corda na 2a. casa, ou seja, avançando-se duas casas, um tom, chegamos ao MI. Esta nota é a OITAVA DO MI da 6a. corda solta. Toque as duas tonas e compare os sons que elas produzem. Você perceberá que são praticamente os mesmos, apenas a nota da 4a. corda é uma oitava mais alta.

Pauta musical com clave com a nota MI 4ª

Pressionando-se a 4a. corda na 3a. casa, ou seja, mais 1/2 tom, uma casa, chegamos ao FA.

Pauta musical com clave com a nota FA 4ª

Pressionando-se a 4a. corda na 5a. casa, isto é, pulando uma casa, avançando um tom, chegamos ao SOL. Este SOL é igualzinho ao SOL da 3a. corda, e os respectivos sons devem estar equalizados. Este SOL também corresponde à nota SOL da 5a. casa solta, só que uma oitava acima.

Pauta musical com clave com a nota SOL 4ª

PASSEMOS AGORA A CONHECER AS NOTAS DA 3a. CORDA

Sabemos que essa  corda produz a nota  SOL, quando acionada solta.

Pauta musical com clave com a nota sol grave

Pressionando-se a 3a corda na na 2a. casa, ou seja, avançando um tom, ao pular uma casa, chegamos à nota LA, que é uma OITAVA acima da 5a. corda solta.

Pauta musical com clave com a nota LA 3ª

Se pressionarmos a 3a. corda na 4a. casa, avançando mais um tom, estaremos na nota SI.  Note que essa nota corresponde à 2a. corda solta, que também é si. e por isso precisam estar afinadas entre si, devendo corresponder ao mesmo som, com igual altura.

Pauta musical com clave com a nota SI 3ª

Se pressionarmos a 3a. corda avançando mais uma casa, ou seja um semitom, estaremos na 5a, casa, produzindo um  DO. Este dó será igual ao do que se obtém pressionando-se a 1a. casa da 2a. corda, como veremos.

Pauta musical com clave com a nota DO 3ª

VAMOS AGORA VER AS NOTAS DA 2a. CORDA

A 2a. corda, tocada solta, reproduz a nota SI. Ela é igual ao som produto pela 3a. corda na 4a. casa,por isso devem estar afinadas entre si.

Pauta musical com clave com a nota SI

2 corda

Pressionando-se a 2a. corda na primeira casa, isto é, 1/2 tom acima, obtém-se o DO, o mesmo DO  que já encontramos na 5a. casa da 3a. corda (devem soar igualzinho, se o violão estiver afinado).

Pauta musical com clave com a nota DO 3ª

Pressionando-se a 2a. corda na 3a. casa, o som produzido é o RE, UM TOM, 2 casas, acima do DO.

Pauta musical com clave com a nota RE 2ª

Pressionando-se a 2a. corda na 5a. casa, adiantando-se mais um TOM  (duas casas), vamos produzir um MI (Este MI é uma OITAVA acima do MI que encontramos na 2a. casa da 4a. corda. E é também DUAS OITAVAS acima da do MI que achamos na 6a. corda solta.

Pauta musical com clave com a nota MI 2ª

VEJAMOS AGORA AS NOTAS DA 1ª CORDA, A MAIS AGUDA

Ela corresponde á nota MI, o mesmo MI que encontramos na 5a. casa da 2a. Corda. Eles devem soar UNÍSSONOS, ou seja, afinados entre eles.

Pauta musical com clave com a nota MI

1 corda

Pressionando-se a 1a. corda na primeira casa, 1/2 tom acima, obtem-se o FA (corda solta mais uma casa. Uma OITAVA acima da 2a, casa da 4a, corda e 2 OITAVAS acima da 6a. casa solta.

Pauta musical com clave com a nota FA 1ª

Pressionando-se a 1a. corda na 3a. casa, mais duas, chegamos ao SOL, uma OITAVA acima da 3a. corda solta e duas OITAVAS acima do SOL da 3a. casa da 6a. corda

Pauta musical com clave com a nota SOL 1ª

Pressionando-se a 1a.  corda na 5a. casa. ou seja, avançando-se mais duas casas, um tom inteiro, chegamos ao LA, uma OITAVA acima do LA da 2a. casa da 3a corda e DUAS OITAVAS ACIMA da 5a, corda solta.

Pauta musical com clave com a nota LA 1ª

OBSERVAÇÕES GERAIS

Se você foi experimentando os sons à medida que fomos ensinando, se conferiu as 8as. e os UNÍSSONOS, ou sejam as notas que têm que soar com sons IDÊNTICOS mesmo produzido em cordas diferentes, constatou o que é um violão afinado.

A EXTENSÃO – AMPLITUDE DO VIOLÃO

Afinado em MI MENOR, como se costuma dizer, o violão atinge uma amplitude de 3 oitavas e meia, do MI da 6a. corda solta, até o MI da 19ª casa da 1a. corda.

Logo baixo, vamos lhe mostrar, num apêndice como fazer para afinar o seu violão. Você deve conferir sempre a afinação do seu violão, confrontando os uníssonos e as oitavas.

QUADRO GERAL DAS NOTAS DO VIOLÃO ATÉ A 5A. CASA

Nós vamos acrescentando novas notas no decorrer do curso, à medida das necessidades e de forma progressiva, para não colocar informações demais “entupindo” a memória dos nossos alunos.

Localização Notas ate 5a. casa

VAMOS TOCAR DUAS MUSIQUINHAS?

Nós bolamos um jeito de simplificado de começar a testar a leitura de de uma partitura e já tocar alguma coisa para estimular.

É verdade que a escrita musical é muita mais complexa, exige muitos outros sinais e símbolos, mas vamos tratar disso numa próxima aula

Sim, porque até agora só aprendemos sobre a ALTURA DAS NOTAS. Mas a música exige outra coisa fundamental, sem o que não há música: A DURAÇÃO.

Qualquer um percebe ao ouvir uma música, que ela tem notas (sons) mais longas do que outras. A música é uma combinação de alturas e durações de cada nota. E isso precisa ser representado para que o interprete toque corretamente.

Cada nota tem uma simbolo diferente para durações diferentes. E existem também as pausas. Sim, porque a música é feita de sons e pausas e cada pausa tem um símbolo diferente para suas diferentes durações.

Além disso, tudo tem que se distribuir em compassos, porções de notas de quantidades que se repetem regularmente, formando os ritmos. Você se lembra da definição música, não lembra?

O que musica

Mas vamos tratar disso depois. Agora você vai  tomar dois músiquinhas. Para facilitar, sua escrita está simplificada. Tudo que você precisar, você já aprendeu. Exceto um símbolo novo. Este símbolo é provisório e no nosso caso terá efeito didático, para facilitar o aprendizado.

Ele é colocado sobre uma determina nota para significar que o som será reforçado, prorrogado por algum tempo para dar ênfase à nota. Tocando a música você vai perceber e logo entenderá.

Reforço da nota

Vamos tomar “La Malagueña”

O violão adora música espanhola. Vamos tocar só um pedacinho que é muito conhecido.

La malaguena

Quando tocar as notas que têm o símbolo de reforço, segure o som um pouco mais, mantendo o dedo pressionado quando for o caso. Aqui, são a s notas SOL E MIPara facilitar, estamos  acrescentando uma numeração que ajudará você a localizar as notas. Por exemplo> 60 quer dizer corda 6 solta. 61 é a  corda 6 na casa 1; 63. corda 6 ma casa 3. Entendeu? Então, mãos à obra.  
Se puder, grave  no celular ou outro dispositivo e ouça o que conseguiu.

Agora vamos tocar PARABÉNS A VOCÊ

Segue a mesma linha de raciocínio. Colocamos os números para representar a localização das notas.

Parabens a Voce

Quando tocar as notas que têm o símbolo de reforço, segure o som um pouco mais, mantendo o dedo pressionado quando for o caso. Aqui, são a s notas Si E DO

APÊNDICE

Aprenda como afinar o violão

O violão ou a guitarra, assim como outros instrumentos de corda, precisa ter cada uma de suas cordas reguladas para que esteja dentro da afinação padrão. São seis as cordas, portanto são seis variáveis que o instrumentista precisa regular antes de começar a tocar. É um número maior do que as variáveis da flauta, por exemplo, que é afinada a partir dos dois encaixes de suas peças; e número menor do que o piano, que precisa ter cada uma de suas 88 cordas afinadas! (Vale lembrar que o flautista ainda pode corrigir na embocadura a afinação enquanto toca e o piano deve ser afinado por um especialista no assunto, que geralmente não é o próprio músico, mas as especificidades da afinação são assuntos demais para esse post.)

como afinar o violao 300x200 Aprenda rapidamente como afinar o violão

Afinar um instrumento é fazê-lo soar de acordo com valores determinados pelo contexto histórico em que se está. Hoje em dia consideramos o lá como tendo 440 Hertz (1 Hz é igual a uma vibração por segundo), porém antes do século XIX era comum a afinação mais baixa, com menos Hertz. É difícil sabermos precisamente a quantidade de Hertz que os músicos antigos usavam pois instrumentos de medição de frequências dessa magnitude ainda não haviam sido inventados, mas estima-se que o Lá pode ter chegado a 415 Hz no período barroco.  Alguns especialistas em música antiga ainda hoje usam essa afinação para que a sonoridade de seus instrumentos se assemelhe com esse som de outra época. Algumas orquestras também estão subindo suas referências, deixando o Lá com 442 ou 443 Hz. É importante saber que quanto maior o número de Hertz, ou quanto maior é a frequência, mais agudo é o som; quanto menor é a frequência, mais grave ele é.

Diapasões

Um diapasão de garfo, como o da foto abaixo, emite o som do Lá em 440 Hz. Esse é o Lá encontrado na primeira corda do violão, pressionada na quinta casa.

diapasao Aprenda rapidamente como afinar o violão

Um diapasão de sopro, como o mostrado abaixo à esquerda, emite também esse mesmo Lá 440 Hz. Um outro tipo de diapasão de sopro, como o abaixo à direita, emite as seis cordas soltas do violão, da primeira à sexta: Mi agudo, Si, Sol, Ré, Lá e Mi grave.

diapasao sopro1 Aprenda rapidamente como afinar o violão  diapasao6 300x300 Aprenda rapidamente como afinar o violão

Como afinar o violão com um diapasão

Antes de mais nada, a afinação do violão é idêntica à afinação da guitarra, portanto todo o conteúdo desse post se aplica aos dois instrumentos.

Para afinar o violão sempre precisamos de pelo menos uma referência externa, porque são raras as pessoas (ditas pessoas com ouvido absoluto) que conseguem de cabeça saber se um som tem 440 Hz ou 445 Hz. Os dois primeiros tipos de diapasão dão apenas uma referência, enquanto o terceiro tipo dá seis referências, uma para cada corda.

O primeiro passo para afinar o violão é tocar o som da referência e comparar com o obtido no violão. Quanto mais tensa fica uma corda, mais agudo fica o som. Quanto mais solta ela está, mais grave é o som. Então se o som do diapasão de garfo está mais agudo do que o som da primeira corda presa na quinta casa (o nosso Lá), é necessário tensionar a corda até que ela soe igual à referência. Se a corda foi colocada corretamente no violão, tensiona-se girando a tarracha no sentido anti-horário.

A partir dessa primeira referência podemos afinar de vários jeitos, se soubermos como o violão funciona. A regra geral é: a partir de uma corda afinada com a referência, compare o som de uma das outras 5 cordas desafinadas com o som da corda afinada. Vamos a uma das maneiras:

  • Afine a primeira corda presa na quinta casa de forma que tenha o mesmo som que o diapasão.
  • Afine a segunda corda presa na quinta casa de forma que tenha o mesmo som que a primeira corda emite quando solta.
  • Afine a terceira corda presa na quarta casa de forma que tenha o mesmo som que a segunda corda emite quando solta.
  • Afine a quarta corda presa na quinta casa de forma que tenha o mesmo som que a terceira corda emite quando solta.
  • Afine a quinta corda presa na quinta casa de forma que tenha o mesmo som que a quarta corda emite quando solta.
  • Afine a sexta corda presa na quinta casa de forma que tenha o mesmo som que a quinta corda emite quando solta.

Esse é um dos jeitos mais comuns para se afinar o violão, porém tome cuidado! Se você afinar errado a segunda corda, por exemplo, todas as outras cordas mais graves ficarão desafinadas, já que essa segunda corda foi referência para a terceira, que foi referência para a quarta e assim por diante.

Algumas dicas para afinar o violão

  • Experimente a tarracha antes de afinar. Gire a tarracha de um lado para o outro, até o som realmente mudar. Teste isso para sentir o quanto que você deve mexer, para se familiarizar e perceber quanto que um giro inteiro afina (mais ou menos), quanto que um pouquinho pra lá ou pra cá muda na afinação.
  • Toque bastante. Não fique preso tocando só uma vez cada nota que você quer afinar. Toque a referência até ficar bem no ouvido, depois toque várias vezes a nota que precisa ser afinada, depois volte. Faça sem pressa e tente ouvir bem o som.

Afinadores eletrônicos

Hoje em dia está cada vez mais comum a utilização de afinadores eletrônicos, em vários modelos. Eles são presos ao violão, identificam pela vibração da madeira na qual encostam em quantos Hertz a corda está e comparam com a referência digital que eles possuem. Se a vibração percebida está menor ou maior, o ponteiro indica para um lado ou outro e aparece a cor vermelha, se a vibração está na medida certa, o ponteiro fica centralizado e a luz, verde.

afinador eletronico Aprenda rapidamente como afinar o violão

 

Alguns violões possuem afinadores embutidos junto com o sistema de equalização, na lateral superior do instrumento:

afinador equalizador Aprenda rapidamente como afinar o violão

Também é comum encontrarmos programas de computador e aplicativos para celular com essa mesma função de afinador eletrônico. Um problema que pode ocorrer é o microfone acabar captando ruídos externos e achar que é esse o som que deve trabalhar, já que a vibração não é transmitida pelo contato. Mesmo assim, são de grande valia e muito práticos em um ambiente silencioso.

afinador computador Aprenda rapidamente como afinar o violão afinador celular Aprenda rapidamente como afinar o violão

 

 

 

CURSO DE VIOLÃO POR MÚSICA – 2

Padrão

OS SONS E AS NOTAS MUSICAIS

Ondas de um som

Dissemos na aula anterior que Música é a arte de combinar os sons. Mas que sons? Qualquer som? Não, combinar os sons que fazem parte da chamada ESCALA MUSICAL.

Existem muitos sons, a gente ouve todos os dias: buzina de automóvel, latido de cachorro,  batida de objetos entre si e inúmeros outros.  Pela física, aprendemos o que são os sons e como são medidos.

O som é produzido ao criarmos algum tipo de mecanismo que altere a pressão do ar em nossa volta. Simplificando: Se você agitar uma vara de pescar produzirá um zumbido, pois ela “agride” o ar.  Se você base um martelo numa chapa, faz  a mesma coisa.

Podemos então dizer que o som é produzido ao colocarmos uma quantidade (massa) de ar em movimento. É a variação da pressão sobre a massa de ar que causa os diferentes sons, dentre eles os que são combinados para criar a música.A vibração de determinados materiais é transmitida às moléculas de ar sob a forma de ondas sonoras. Percebemos o som porque as ondas no ar, causadas pela variação de pressão, chegam aos nossos ouvidos e fazem o tímpano vibrar.Para descrever as frequências usamos como medida o Hertz (Hz). 1 Hz corresponde a um ciclo de vibração por segundo. Por exemplo, quando colocamos um diapasão na forma de garfo em vibração, suas hastes vibrarão a uma freqüência de 440 Hz, ou 440 ciclos por segundo, correspondentes à nota musical chamada “Lá4″. Essa nota pode ser perfeitamente descrita pela sua freqüência (440 Hz), comprimento de onda (0,77 m) e uma amplitude que vai depender da energia utilizada para colocá-lo em vibração e que descreve a intensidade da variação da pressão do ar.Quanto mais ciclos por segundo, mais alto o som. Quanto menos ciclos, mais baixo o som.
O ouvido humano não ouve todos os sons. Percebemos os que variam entre 20 e 20.000 hz. Um cão, ouve sons numa extensão muito maior que a nossa. Observe que às vezes ele late ou ajusta a orelha por causa de sons que nós nunca ouvimos. Ele se incomoda muito mais do que nós com sons altos, como rojões, trovões etc.
Muito bem. Existem muitos, muitos sons sendo produzidos à nossa volta e podemos produzir mais e mais numa proporção inimaginável.Há sons muito agradáveis e há sons profundamente desagradáveis. 
A música se propõe a produzir e combinar sons agradáveis. Os instrumentos musicais são “ferramentas” para produzir esses sons. Mas esses sons não podem ser produzidos ao nosso bel prazer. Tem que ser os sons da escala musical, que foi definida há séculos atrás. Assim, o instrumento musical tem que produzir esses sons e não outros. Para ter certeza de que os instrumentos estão produzindo os sons corretos, precisamos AFINÁ-LOS, usando diapasões, que nos dão a medida certa em hertz.  Sendo assim, não basta que você tenha um violão cheio de cordas. Estas cordas precisam estar afinadas entre si e com a altura certa  medida em hertz, fornecida por um diapasão, uma ferramenta que nos dá o “modelo” a ser seguido.
Um violão pode até estar com as cordas finadas entre si, mas estarem todas abaixo ou acima do diapasão.Cada instrumento tem a sua amplitude, da nota mais baixa que ele pode produzir até a nota mais alta de que ele é capaz. Há instrumentos que reproduzem notas bem agudas, como violino, flauta; muito baixas, como o violoncelo e o baixo; e intermediárias, com grande extensão, como o piano.
Então a primeira questão é: como ajustar as cordas do violão para que ele emita exatamente as  alturas dos diapasões? Isso se consegue facilmente. Afinamos uma delas usando o diapasão e ajustamos as outras afinando-as entre si. O violão tem 6 cordas e 19 casas, separadas por trastes.   Pressionando-se cada corda em cada uma das  casas produzem-se sons mais altos ou mais  baixos, conforme pressionemos mais para baixo ou mais para cima.
Por exemplo, a nota lá fundamental é encontrada no violão na 5a. casa da 1a. corda.

Violão e suas partes

Para entender melhor a extensão dos sons que o violão é capaz de produzir, precisamos entender o que são escalas musicais e o que é NOTAÇÃO MUSICAL, isto é: como se ESCREVEM as notas musicais para que possamos lê-las e interpretá-las depois.

OS SONS E A ESCALA MUSICAL

A primeira coisa a fazer seria organizar os sons em ordem de altura. E isso levaria a uma escala infinita, tanto para cima como para baixo.

Sons por altura

Foram os gregos (sempre eles) que primeiro organizaram a escala musical, ou seja. Escolheram os sons, em hetz. distanciando-os uns dos outros por INTERVALOS regulares. Verifica-se que depois de 7 notas os sons se repetem sendo identificados pelo nosso ouvido como o mesmo, embora haja diferença grande na quantidade de hertz. É o que se chama de OITAVA. Assim, estabeleceram-se 7 notas musicais, que se sucedem, formando as oitavas, tanto para cima como para baixo. Foram atribuídos os seguintes nomes:

DO-RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-

RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-

MI-FA-SOL-LA-SIDO-RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-RE-MI-FA-SOL-LA-SIDO-RE-

E assim por diante.

Os intervalos entre as notas se chamam TONS e SEMITONS (meio tom).

DO-TOM-RE-TOM-MI-1/2 TOMFA-TOM-SOL-TOM-LA-TOM-SI-1/2 TOM DO

1              2                                      3                 4              5

FICARIA ASSIM, ENTÃO, A ESCALA DE DÓ.

De DO a RE, um tom; de RE a Mi, um tom; de MI a FA meio-tom; de FA a SOL, um tom; de SOL a LA, um tom; de LA a  SI, um tom. e de SI a DO, meio-tom. e assim, sucessivamente na escala da oitava seguinte.

Se não for feito assim, não se conseguirá o efeito de 8a. (OITAVA). aquela repetição de efeito sonoro de que falamos. É preciso, mesmo, ajustar.

O tamanho desses intervalos serão sempre os mesmos em qualquer escala

Para que essa ordem com os mesmos tamanhos de intervalos sejam seguidas, precisamos  alterar o valor de algumas notas, para poder manter a proporção.

Assim, aparecerão o que chamamos de ACIDENTES, que são o SUSTENIDO (#) E O BEMOL (b). Cada um desses acidentes altera a respectiva nota em 1/2 tom, para cima (#) ou para baixo (b).

Por exemplo, na escala de RÉ, precisamos alterar (aumentar a altura) da nota FA e da nota RÉ, para manter a proporção; na escala de LÁ, alteraremos as notas, FA, DO e SOL.

FICARIA ASSIM A ESCALA DE RÉ

De RE  a MI, um tom; de Mi a FA#, um tom; de FA# A SOL meio-tom; de  SOL a LA, um tom; de LA a SI, um tom; de SI a DO#, um tom. e DO# a RE, meio-tom. e assim, sucessivamente na escala da oitava seguinte.

Para manter a proporção, poderemos usar também o BEMOL, como no caso da escala de FA. Neste caso alteraremos o SI, reduzindo sua altura em um bemol.

FICARIA ASSIM A ESCALA DE FÁ

De FA  a SOL, um tom; de SOL a LA, um tom; de LA a SIb meio-tom; de  SIb a DO, um tom; de DO a RE, um tom; de RE a MI, um tom. e MI a FA, meio-tom. e assim, sucessivamente na escala seguinte.

AS OUTRAS ESCALAS, AS MAIORES E AS MENORES

Precisamos esclarecer que há também escalas MAIORES e MENORES, estas um pouco mais complicadas. Voltaremos ao assunto em outra aula ou oportunidade.

A REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DAS NOTAS

Para representar as notas, usamos o pentagrama, um conjunto de 5 linhas e 4 espaços internos. Mas usamos também linhas e espaços complementares, tanto para cima como para baixo, porque só o pentagrama não é suficiente para representar todas as notas que poderia surgir em uma escrita musical.Pauta musical linhas espaços suplementares

SÓ FALTA UMA COISA, NESTA ETAPA : AS CLAVES

Vimos que cada instrumento musical tem uma abrangência. Alguns tem  notas mais baixas ou mais altas do que os outros. Então preciso situá-las em conjuntos que definam essa abrangência, esse universo de notas que corresponde a determinado instrumento.

São as CLAVES.

Existem várias, mas não será preciso abordá-las todas agora. Vamos ver somente algumas.

Falando de um modo geral, a Clave de SOL é a usada para o violão. A clave de FA para o piano (que também usa a clave de sol) e a de DO serve para instrumentos mais agudos.

Claves musicais

Como dissemos, para o violão usamos a clave de SOL.

Clave de sol

Escala de do

DIAPASÕES

Diapasão de garfoDiapasão de sopro

DIAPASÃO ELETRÔNICO

Diapasão eletronico

CURIOSIDADE : Extensão das principais vozes

Assim como os diversos instrumentos musicais, a voz humana também tem as suas faixas, desde a nota mais grave até a nota mais aguda que pode alcançar.  Veja a classificação das diversas amplitudes.

Tenor ligeiro

Exttenlig.jpg

Voz pouco forte;

Tenor lírico

Exttenlir.jpg

Voz mais forte; timbre suave.

Tenor dramático

Exttendram.jpg

Voz forte; timbre metálico.

Extbarlir.jpg

Voz intermediária entre agudo e grave.

Barítono dramático

Extbxdram.jpg

Voz mais forte e timbre metálico.

Baixo cantante

Extbxcant.jpg

Voz grave, timbre suave.

Baixo profundo

Extbxprof.jpg

Voz bem grave e mais forte que a anterior.

Soprano ligeiro

Extsoplig.jpg

Voz agudíssima; timbre fraco, de grande agilidade.

Soprano dramático

Extsopdram.jpg

Voz forte; timbre doce.

Mezzo-soprano

Extmezzosop.jpg

Voz intermediária entre agudo e grave.

Contralto

Extcont.jpg

Voz feminina mais grave, timbre escuro. 

NAS PRÓXIMAS AULAS JÁ VAMOS COMEÇAR A VER MÚSICA NO VIOLÃO

Vamos começar a ensinar a localizar as notas musicais no violão.

Camtor ilustracao

CURSO DE VIOLÃO POR MÚSICA

Padrão

Menino tocando violão

O APRENDIZADO DO VIOLÃO

É difícil aprender a tocar violão?

Não, não é. Como em tudo na vida, depende de dedicação, de empenho, de vontade sincera de aprender.

Mas não acredite nas promessas falaciosas de que há fórmulas mágicas para aprender em poucos dias. Isso não existe.

O violão é um instrumento de uma certa complexidade – é  um instrumento de solo e de harmonia – e não será numa semanazinha que alguém vai aprender a tocar como se deve.

Sim, há pessoas que supõem que podem aprender só para tocar em festinhas, em encontros com amigos. Não faça isso. Eles vão rir de você, ao invés de aplaudi-lo.

Para se tornar um virtuose, são necessários anos de estudo. Ou você pensa que um Dilermando Reis, Antônio Carlos Barbosa Lima, Maria Lívia São Marcos, Ana Vidovic, Turíbio Santos. John Williams e tantos outros aprenderam num passe de mágica? Ouça o que eu digo: isso não existe.

Você deve estar pensando: “Bem, mas eu não tenho planos de tornar um grande virtuose. Gostaria de aprender a tocar realmente para adquirir uma competência para curtir a boa musica, individualmente ou em grupos.”

Claro isso é perfeitamente válido. Mas não exclui o modo certo de fazer as coisas.

MAS NÃO  EXISTE UM MEIO DE ENCURTAR O TEMPO DE APRENDIZADO?

Ah, existe sim, claro. há várias possibilidades – não milagrosas. E isso envolve duas recomendações que jamais poderão ser desatendidas.

ESTUDO e 

TREINO

Ora, isso reclama tempo. A habilidade das mãos exige EXERCÍCIO FÍSICO. Os dedos precisam fazer certa ginástica para desenvolver a musculatura envolvida e – sabem os esportistas – ninguém faz milagres com os músculos.

A sonoridade – sem que as cordas raspem nas unhas ou nos trastes, requer habilidade e jeito que se consegue com capricho, cuidado e treino.

Qualidade vem com aperfeiçoamento e trabalho.

VOCÊ PRECISA REUNIR BOAS MÚSICAS NUM BOM REPERTÓRIO

Por outro lado, é preciso aprender, conhecer e memorizar  um REPERTÓRIO musical, isto é : um conjunto de melodias que você precisa aprender a solar ou acompanhar, inclusive aquelas que você usará para aprender.  Você não vai querer incorporar músicas de baixo nível artístico que rolam por aí, não é mesmo?

Não se iluda. Ninguém sai tocando só porque quer ou é mais espertinho do que os outros.

DÁ PARA JUNTAR QUALIDADE E MENOR TEMPO DE APRENDIZADO?

Mas pode aprender mais rápido do que a maioria, isso sim! A palavra mágica é MÉTODO.

Desde que siga um curso bem organizado que ensine EXERCÍCIOS METÓDICOS E PROGRESSIVOS, enquanto vai aprendendo novas melodias – de qualidade, claro!

PARA QUE É USADO O VIOLÃO ?

Basicamente, o violão é usado para

Solos de músicas compostas especialmente para  o instrumento ou com adaptações para ele (as chamadas transcrições).

Acompanhamento de melodias cantadas ou tocadas por outros instrumentos, com o uso de acordes adequados e fornecendo o ritmo para o cantor ou solista

Como instrumento solista de orquestra, nas composições feitas para “violão e orquestra” ou em que, de uma forma ou de outra, o violão é utilizado em determinada composição.

O violão tem um grande significado para a cultura musical brasileira. Instrumento simples, aparentemente limitado em recursos expressivos. mas que de longa data vem enternecendo corações nos mais variados estilos musicais.

Apesar da forte concorrência do teclado, por causa das facilidades eletrônicas que oferece, o violão, no Brasil é de longe, o instrumento preferido: portátil, preço acessível, romântico por natureza, atração irresistível nas reuniões de todas as idades e classes sociais.

Como ele parece estar mais disponível do que qualquer outro, muitos imaginam que é fácil tocá-lo. Outros, que tentaram por tê-lo comprado ou ganhado, desistiram após concluir que a sua disponibilidade e simpatia não oferecem garantia de facilidade  de execução., nem tornam mais simples o seu aprendizado.

Mas a magia continua. Não há quem não tenha vontade de segurá-lo no colo e roçar-lhe os dedos pelas cordas, cantarolando músicas preferidas.

Por outro lado, a dificuldade aparente decorre unicamente do desconhecimento dos métodos de aprendizado, isto é do modo correto de aprender:

estudo, treino, repertório.

RIGOR NA ESCOLHA DO SEU REPERTÓRIO

Falando em repertório, não se esqueça: Seja extremamente rigoroso na escolha do seu repertório. Não inclua músicas de má qualidade, principalmente que induzam a emoções deselegantes ou menos dignas. Seja exigente consigo mesmo. Você será conhecido e respeitado pela qualidade do seu repertório, pela qualidade das composições que você toca ou apresenta.

INSTRUMENTO DE PRÍNCIPES E PLEBEUS

Versátil, o violão presta-se tanto à música popular quanto à música erudita. Já foi o instrumento preferido das cortes da França, deleitando reis e nobres. Grandes nomes da música universal o homenagearam com suas composições, tanto os que praticamente compuseram só para ele (Fernando Sor, Carulli, Dionísio Aguado,  Napoleon Coste, Francisco Tárrega, Agustin Barrios, Isaías Sávio, Matteo Carcassi), quanto  os gênios conhecidos por obras orquestrais ou essencialmente feitas para outros instrumentos (Paganini,  Vivaldi, Joaquim Rodrigo, Castelnuevo Tedesco e muitos outros).

Apaixonou virtuoses da execução instrumental como Narciso Yepes, Andrés Segóvia, Barbosa Lima, John Williams, Dilmermando Reis, Toquinho, Paco de Lucia) e seu timbre, de características únicas, propiciou também transcrições (adaptações)  de músicas de compositores de obras imortais como Bach, Chopin, Mendelssohn, Lizt  etc.

Na área popular, no Brasil,, interessou compositores como Américo Jacomino, o “Canhoto” (autor da célebre “Abismo de Rosas”, “Marcha Marinheira”). , João Pernambuco (“Sons de Carrilhóes”), Dilermando Reis (“Magoado”, “, Se ela perguntar”) e gente do porte de um Tom Jobim, João Gilberto, Caetano Veloso, Vinícius de Morais, Chico Buarque de Holanda, Paulinho Nogueira, Adriana Calcanhoto.

O violão transita  em todos os níveis sociais e culturais, no mundo inteiro. Mas apesar disso, nem sempre é bem compreendido. A ignorância causada por certo colonialismo cultural por muito tempo nos  impôs músicas estrangeiras de qualidade duvidosa (fomos salvos pelo sucesso até certo ponto indesejado da música sertaneja). impediu que os brasileiros conhecessem mais da música composta para violão, e todos se surpreendem com a beleza delas, quando circunstâncias permitem a sua exibição por um Turíbio Santos, por exemplo. Peças como “Recuerdos de La Alhambra” (Tárrega), “Asturias”  (Albeniz), “Concerto em Ré para violão e orquestra”  (Vivaldi), “Concerto de Aranjuez” (Rodrigo), “Prelúdio” (Bach, base para a Ave Maria de Gounod), “Ave Maria” (Shoubert), Prelúdios (Villa Lobos), “Romance de Amor” (Ruvira) e sempre provocam as mais entusiasmadas manifestações de agradável surpresa e comovida admiração.

Sim, o violão é um instrumento de respeito.

MAS É VIOLÃO OU GUITARRA?

Guitarra, guitare, guitar, gitare, chitarra é como se chama o violão, respectivamente em espanhol, francês, inglês,  alemão e italiano, palavras que vieram do grego Kitharra,  nome que designava um dos principais instrumentos de cordas dedilhadas existentes na antiguidade. As origens linguísticas se confundiram ou se perderam. Târ  em sânscrito significaria Corda;   e Char em geral é o número 4. Parece que a palavra indicava, na sua origem instrumento de 4 cordas. 

A origem da palavra violão é mais clara. Viola mais o sufixo ão . Viola é o instrumento muito usado na nossa música sertaneja, que apresenta notável semelhança com a guitarra do Século XVI. Violão seria viola grande Houve uma tentativa de generalizar no Brasil a denominação de guitarra para o violão, já que esse nome é internacional. Mas não vingaram e ficamos mesmo com o nosso violão. Nem mesmo a expressão “guitarra acustica”, para diferenciar da guitarra elétrica, pegou. Talvez seja porque a palavra guitarra pode ser usada para designar outros instrumentos, bem diferenciados, com origem semelhante em seus primórdios: guitarra havaiana, portuguesa, guitarra baixo (contrabaixo) e outras que têm que ser diferenciadas da guitarra espanhola: o violão.

Foi encontrada uma escultura em pedra de um músico hitita tocando um instrumento semelhante à guitarra, ao violão. A civilização hitita teve seu apogeu entre 1355 e 1495.

Guitarra Hitita 001

O VIOLÃO DE NOSSOS DIAS

Em as partes com que são construídos hoje os violões modernos.

 

Violão e suas partes

Existem muitos fabricantes no mundo todo, que produzem instrumentos de excelente qualidade. Podemos citar os seguintes, normalmente  comentados pelos críticos como os melhores instrumentos, não necessariamente nessa ordem.

  1. Suguiyama
  2. Taylor
  3. Hauser
  4. Ibanez
  5. Di Giorgio (modelo autor/master)
  6. Gianini
  7. Martin
  8. Yamaha
  9. Tagima
  10. Sergio Abreu

 

MAS O QUE É MÚSICA?

De uma maneira bem simplificada, podemos dizer que MÚSICA É A ARTE DE COMBINAR OS SONS. Mas isso é simples demais Por ora, vamos aceitar esse conceito, acrescentando que isso não faz muito sentido se não levarmos em consideração as partes que se combinam para entendermos uma expressão artística como sendo musical:

A MÚSICA SE DIVIDE EM

MELODIA: É a combinação de sons sucessivos, em movimentos conjuntos ou disjuntos, considerando durações e pausas dos sons.

HARMONIA: É a combinação de sons para soarem simultâneamente, os ACORDES.

RITMO: É a combinação dos valores, dos tempos que duram os sons e suas pausas, gerando um ciclo que se repete.

Na próxima aula, voltaremos ao assunto.

BEIJOS

Padrão

Beijos pássaros

Quando eu te alcançar de novo um dia

Com o coração a transbordar de alegria

Quero te beijar tanto, tanto e tanto

Quanto me  pede do coração o canto

Quero te beijar o lindo rosto

Dos dois lados, e com todo o gosto.

Quero te beijar também a testa

Fazendo disso uma separada festa

Quero te beijar ainda o queixo

Muito atento, sem nenhum desleixo

Quero te beijar ambos os olhos

Para alegria do meu ser em seus  refolhos

Quero beijar os teus cabelos

Tocá-los, acaricia-los, revolvê-los

Quero beijar a tua nuca

Quanto quiser e me ocorrer na cuca

Quero beijar as tuas nuas costas

Por quantas vezes  eu sentir que gostas

Quero beijar os teus macios seios

Escondendo o rosto entre eles ao meio

Quero beijar as tuas orelhas

Tantas vezes achar que me dá na telha

Quero beijar o teu umbigo

Será um íntimo prazer para comigo

Quero beijar as tuas coxas

Haverão de ficar no tom de roxas…

Beijarei a seguir tuas canelas

Carinhosamente com os lábios nelas

Também  oscularei os teus pés

Pois nesse prazer guardo estranha fé

Roçarei os meus lábios pelos teus braços

Pois do conforto deles andei tão escasso

Beijarei outros lugares de ti

E prazeres especiais eu vou sentir

E beijarei muito, muito a tua boca

Sentirás meus lábios muitas vezes, não serão poucas

Por fim, beijarei a tua alma

Com muita calma

Para encerrar o tempo sem  carinho, oh querida

Que sofrendo ao viver assim sem vida

De tua ausência amargurei os danos

Pois vivendo sem  viver assim por tantos anos.

05/04/2017

DESENVOLVIMENTO EMPRESARIAL

Padrão

palestra

Estamos criando um serviço para troca de informações sobre desenvolvimento  empresarial. Falar em desenvolvimento empresarial significa falar em desenvolvimento das pessoas que atuam nas empresas. Nosso foco será principalmente o ambiente das pequenas e médias empresas.

Pretendemos oferecer artigos, comentários, cursos, aulas avulsas  e informações sobre temas do interesse de quem deseja resolver problemas que atravancam o crescimento ou o bom resultado dos empreendimentos comerciais ou industriais em que estão envolvidos.

Falaremos sobre

  1. Técnicas de administração e Gerência
  2. Racionalização e simplificação do trabalho
  3. Administração do tempo
  4. Saúde e Segurança do trabalho
  5. Administração por objetivos e resultados
  6. Integração e motivação das pessoas
  7. Administração Financeira
  8. Administração de compras, suprimentos e estoque
  9. Marketing e vendas
  10. Generalidades da vida empresarial

Sabemos que o maior patrimônio de uma empresa é a sua cultura. O conhecimento é a única fortuna que nenhum ladrão pode furtar. Se tomarem todos os bens materiais de um homem,  o seu conhecimento, a sua perícia o fará reconquistar tudo de volta, agregando as vantagens dos novos conhecimentos adquiridos com a experiência.

Se você se interessa por isso, mande-nos uma mensagem e nós passaremos a lhe mandar semanalmente, sem nenhum custo, essas informações, na forma de artigos temáticos, sem nenhum custo.

Só precisamos saber

  • seu nome
  • Ramo do seu  negócio
  • sua função na empresa
  • seu e-mail

Obrigado

Gilberto Alves

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