PARÁBOLAS DO MESTRE JESUS – O FERMENTO – 24

fixo

PARÁBOLA DO FERMENTO

Outra parábola lhes disse: O reino dos céus é semelhante ao fermento, que uma mulher toma e introduz em três medidas de farinha, até que tudo esteja levedado.

COMENTÁRIOS

Algumas parábolas de Jesus são bem curtas. Parece que Ele focava uma imagem de forte efeito didático para basear os seus ensinamentos.

Quando pensamos em fermento, o que nos vêm à mente? A fabricação de massas que se expandem ao serem misturadas com ele, que tem efeito  multiplicador. Uma pequena quantidade se espalha tornando possível produzir muitos pães e alimentar muita gente;

O bem é contagioso, assim como o mal. Pessoas são influenciadas pelo comportamento de outras, numa dada comunidade ou conjunto de pessoas. Os jovens se estimulam entre si para tomarem certas atitudes que tornam padrão entre eles, o que leva à imitação por parte dos adolescentes, como por exemplo as aventuras,  as exibições atléticas e atitudes similares.

Mas podem, também, estimularem-se  em comportamentos nocivos, como a embriaguez e aventuras eróticas, até mesmo provocações ou humilhações de outros jovens que sofram limitações físicas ou intelectuais, para divertimento de grupos.

Bem, qualquer um que já tenha sido jovem,  se lembra de episódios semelhantes.

O que Jesus quis dizer com a parábola ? Quando percebemos a importância dos ensinos do Mestre no comportamento geral das sociedades constatamos que o bem é contagioso, quando as pessoas começam a notar que é melhor ser bom,  não roubar, não matar, não violentar, não ofender a castidade, não mentir, não trair, não abandonar os idosos ou incapazes.

Em resumo, é melhor para a sociedade que todos sejam bons e quando constatamos isso, um desejo de propagar a conveniência desses comportamentos nos assalta e temos vontade de ensinar isso a todo mundo, colegas de trabalho, membros da família, dos grupos comunitários.

Faz-me lembrar uma palestra de uma oradora espírita que eu jamais esqueci. O nome dela, se eu não me engano era Cristina, falando pela Federação Espírita de Mato Grosso..

Ela ensinou que a nossa adesão plena  ao  Espiritismo importa em 3 momentos:

  1. Quando entramos no Espiritismo: Chegamos curiosos, hesitantes, cheios de dúvidas, ouvindo os orientadores, lendo os primeiros livros, participando de grupos e estudos.
  2. Quando o Espiritismo entra em nós:  Quando nos convencemos da lógica das verdades da Doutrina: a Justiça da Reencarnação, a importância do amor ao próximo, convencendo-nos de que fora da prática do bem e da caridade não há mesmo outro caminho, outro conjunto de comportamentos para os membros de uma sociedade. Ficamos muito seguros disso e nada mais abala a nossa fé, a nossa certeza da sabedoria dos conceitos da religião que abraçamos.
  3. Quando o Espiritismo sai de nós: quando somos tomados por um desejo apaixonante de levar essas nossas convicções a outras pessoas, a colaborar com a transformação de amigos e conhecidos, familiares e companheiros da vida;  uma empatia profunda toma conta de nós e engajamo-nos de corpo-e-alma, transformando-nos em membro ativo e multiplicador, mesmo sem fazer o que se chama de proselitismo, mas influenciando pela força dos bons exemplos que passamos a oferecer, empenhando-nos a auxiliar todos aqueles cujas dificuldades de prova possam ser auxiliadas ou atenuadas pelo conhecimento da Doutrina.

Eu acho que isso é que é o efeito do fermento a que Jesus se referiu na parábola: a nossa contribuição pessoal se torna multiplicadora e produz mais pessoas que passam a desejar a transformação para encontrar o caminho da luz, ou seja “o reino dos Céus”.

23-07-18

Parábola-do-Fermento

 

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OS MILAGRES DE JESUS – 25 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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25 – A CURA DO MENINO QUE TINHA CONVULSÕES

O TEXTO

14 – E, quando se aproximou dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão, e alguns escribas que disputavam com eles.

  • E logo toda a multidão, vendo-o, ficou espantada e, correndo para ele, o saudaram.
  • E perguntou aos escribas: Que é que discutis com eles?
  • E um da multidão, respondendo, disse: Mestre, trouxe-te o meu filho, que tem um espírito mudo;
  • E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.
  • E ele, respondendo-lhes, disse: Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo.
  • E trouxeram-lho; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando.
  • E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância.
  • E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.
  • E Jesus disse-lhe: Se tu podes crer, tudo é possível ao que crê.
  • E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, Senhor! ajuda a minha incredulidade.
  • E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele.
  • E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto.
  • Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.

28   E, quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que o não pudemos nós expulsar?

29  E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.

Marcos 9:14-29  Ver também  Mateus 17.14-18; Lucas 9.38-42)

COMENTÁRIOS

Este é mais um caso em que Jesus diagnostica um problema de saúde como de causa espiritual.

Um pai pedia aos discípulos que curassem seu filho, que sofria de convulsões e mudez. As pessoas já antecipavam que se tratava de um ataque espiritual, perpetrado por algum inimigo invisível, com grande poder sobre a vítima, pois o evangelista assim se refere ao obsessor:

“E este, onde quer que o apanhe, despedaça-o, e ele espuma, e range os dentes, e vai definhando; e eu disse aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam.

Jesus reprova a oscilação da fé dos requisitados:

“ Ó geração incrédula! até quando estarei convosco? até quando vos sofrerei ainda? Trazei-mo.”

Essa incredulidade acontece ainda hoje. Além de definições médicas (epilepsia, convulsões, “ataques”), outras explicações podem surgir, cada avaliador se julgando o dono exclusivo da verdade.

“15     E trouxeram-lho; e quando ele o viu, logo o espírito o agitou com violência, e, caindo o endemoninhado por terra, revolvia-se, escumando.

16       E perguntou ao pai dele: Quanto tempo há que lhe sucede isto? E ele disse-lhe: Desde a infância.

17       E muitas vezes o tem lançado no fogo, e na água, para o destruir; mas, se tu podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós, e ajuda-nos.”

Narra André Luiz um caso no qual, durante uma convulsão epiléptica, o obsessor, ligando-se a Pedro, produziu uma convulsão generalizada tônico-clônica. O mentor Áulus afirmou que ali se verificou um caso de possessão completa ou epilepsia essencial e analisa que, no setor físico, Pedro estava inconsciente e não teria lembrança do ocorrido, mas estaria atento como Espírito e, nessa condição, arquivaria a ocorrência

O comentário é extraído com base em um trecho do livro “Nos Domínios da Mediunidade”, de André Luiz:

“ (…) O desventurado continuava gritando para os nossos ouvidos, sem acolher- lhe os apelos comovedores.

— Vingar-me-ei! Vingar-me-ei! Farei justiça por minhas próprias mãos!… — bradava, colérico.

Repreensões injuriosas apagavam-se na sombra, porquanto não conseguiam exteriorizar-se através das cordas vocais da vítima, a contorcer-se. Permanecia o cavalheiro plenamente ligado ao algoz que o tomara de inopino. O córtex cerebral apresentava-se envolvido de escura massa fluídica. Reconhecíamos no moço incapacidade de qualquer domínio sobre si mesmo.

Acariciando-lhe a fronte suarenta, Áulus informou, compadecido:

— É a possessão completa ou a epilepsia essencial.”

Pelo que podemos depreender com base nos estudos espíritas, a causa da epilepsia pode ser essencialmente espiritual (devido à ação continuada de uma tortura praticada por entidade perseguidora) como orgânica, mas mesmo neste caso pode ser  agravada pela ação do agente perseguidor.

Jesus agiu no sentido imediato. Localizou o espírito atacante e o afastou.

“E Jesus, vendo que a multidão concorria, repreendeu o espírito imundo, dizendo-lhe: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele, e não entres mais nele.

“E ele, clamando, e agitando-o com violência, saiu; e ficou o menino como morto, de tal maneira que muitos diziam que estava morto.

“Mas Jesus, tomando-o pela mão, o ergueu, e ele se levantou.”

Todos ficaram surpresos com a cura. Jesus poderia ter aplicado uma transfusão magnética ou outro recurso de sua competência se a causa fosse essencialmente orgânica. Mas o Mestre optou pelo diagnóstico eminentemente espiritual, lembrando que casos semelhantes são subavaliados porque até mesmo os crentes  de vez em quando duvidam das causas espirituais e preferem entupir os doentes com medicações farmacêuticas, visando curas mágicas ou negligenciando o tratamento recomendado..

Já comentamos aqui a nossa reprovação pelo desleixo de algumas casas espíritas com a manutenção de reuniões de desenvolvimento mediúnico e  de desobsessão. Neste caso, Jesus parece confirmar que as pessoas parecem preferir os caminhos “mais fáceis” e desviam-se da terapêutica mais indicada: a doutrinação do espírito, o caminho mais dificultoso, entretanto, o mais seguro para casos desse tipo:

“E, quando entrou em casa, os seus discípulos lhe perguntaram à parte: Por que o não pudemos nós expulsar?

“E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma,  não ser com oração e jejum”

A CURA E UM JOVEM epiléptico Marcos 9

OS MILAGRES DE JESUS – 24 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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24- A CURA DO CEGO DE BETSAIDA

O TEXTO

22.E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse.

23.E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.

24.E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.

25.Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente.

Marcos 8.22-26

COMENTÁRIOS

Mais uma vez, chama a nossa atenção a importância da empatia nas curas de Jesus. Alguém se sensibiliza com um cego e roga a intervenção do Mestre. Se ninguém houvesse se importado, ele permaneceria por muito tempo ainda sofrendo as restrições de vida que a cegueira lhe impunha.

“…trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse.”

E, como sempre, Jesus se sensibilizou. Tomou-o carinhosamente pela mão e o levou para fora da aldeia.

Por que o Mestre o apartou da multidão?  As pessoas reunidas produzem efeitos os mais variados, dependendo do motivo que as reúnem e o que fazem em suas reuniões.

Jesus estava  sempre cercado de gente, o que não significa que todos estavam sempre contritos  e concentrados em atitudes de pureza. Poderiam, até, estar com o pensamento ligado a preocupações profissionais, familiares, ou distraídos em conversações inúteis com comentários sobre o cotidiano.

O Mestre deve ter percebido que o ambiente não era o ideal para a cura. Afasta-se com o enfermo, certamente se unindo à falange espiritual que o assessorava, em ambientação mais adequada à movimentação dos recursos espirituais necessários.

Jesus cospe, isto é, dirige a sua saliva certamente magnetizada com suas vibrações de espírito elevado e espera a ação desse primeiro entre os recursos que aplicou.

“… e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa.”

Jesus aplicou fartamente o passe magnético como recurso de cura. Mas Ele percebia que havia algo mais grave no caso em pauta e verifica o efeito de sua ação magnetizadora:

“Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam.”

A cura não estava completa. Qual seria a causa da doença? Poderia vir de outras encarnações, poderia ser uma incapacitação originada de erros do passado; mas se Jesus se dedicava a eliminar a irregularidade, então deve ter percebido que o sofrimento já havia purgado moralmente e o enfermo já merecia libertar-se.

Era  um caso grave. E Jesus continua a sua ação:

“Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e fez olhar para cima:”

Parece que faltava simplesmente um exercício do globo ocular, como modernos oftalmologistas recomendam.  O enfermo  o faz,  ainda recebendo o magnetismo do Mestre e recupera a vista de forma mais confortável.

“…e ele ficou restaurado, e viu cada homem claramente.”

Até que ponto foi usado o ectoplasma para a realização da cura, não sabemos; até que ponto o Mestre foi subsidiado pelos médicos espirituais que o acompanhavam, também não sabemos.

Mas não importa. Primeiro porque já vimos em outros trechos a imensa capacidade que Jesus detinha na manipulação do seu magnetismo pessoal de espírito elevado; segundo, por que certamente a falange o ajudava mesmo, em todos os casos, como uma equipe médica em um hospital de campanha.

O que chama a atenção, também, é o direcionamento da ação de Jesus. A impressão que eu tenho é que quando ele DIRIGIA a Sua atenção a um doente esse simples fato já  carregava a pessoa de fluidos benéficos.

Acho eu que é o mesmo que acontece quando uma criança chora à noite e sua mãe se levanta célere e vai até onde ela está, a toma nos braços, inunda-a de carinho protetor, repleta-lhe os ouvidinhos com frases de amor, e a embala como só as mães sabem fazer. Certamente, a criança recebe um banho de fluidos magneticamente amorosos que a beneficiam de uma forma que eu me considero incapaz de alcançar.

Jesus ama as criaturas da Terra, seu rebanho.  Quando um doente Lhe pede ajuda, Ele deve agir como um irmão  protetor,  como as mães fazem com os bebês saídos de suas entranhas.

O fluxo do amor de Jesus se magnetiza e se transforma em plasma curador, que pode curar tudo o que podemos imaginar e o que não nos acode à imaginação.

Ele só nos pede – como vemos repetido em vários trechos do Evangelho – que tenhamos fé, que cultivemos a fé.

“Respondeu-lhe o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá” (Lc 17.6).

Penso que esse é o recado do Mestre. Ele nos ama e nos dirige o seu amor quando Lhe pedimos; mas é preciso que cultivemos a fé, a confiança nEle e em Deus.

18/11/18Jesus cura um cego

OS MILAGRES DE JESUS – 23 UMA VISÃO ESPIRITA

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23 A SEGUNDA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES

O TEXTO

32 Jesus chamou os seus discípulos e disse:

— Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. Não quero mandá-los embora com fome, pois poderiam cair de fraqueza pelo caminho.

33 Os discípulos perguntaram:

— Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?

34 — Quantos pães vocês têm? — perguntou Jesus.

— Sete pães e alguns peixinhos! — responderam eles.

35 Aí Jesus mandou o povo sentar-se no chão. 36 Depois pegou os sete pães e os peixes e deu graças a Deus. Então os partiu e os entregou aos discípulos, e eles os distribuíram ao povo. 37 Todos comeram e ficaram satisfeitos; e os discípulos ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 38 Os que comeram foram quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças.

39 Então Jesus mandou o povo embora, subiu no barco e foi para a região de Magadã.

Mateus 15.32-39

(Ver também Marcos 8.1-9)

COMENTÁRIOS

Nota-se, estudando o Evangelho, que Jesus caminhava muito, andando a pé de uma cidade a outra, levando a sua mensagem, o seu ensinamento, e curando pessoas enfermas que encontrava pelos caminhos.

Sempre o seguiam multidões que queriam ouvi-lo, atraídos pela sua personalidade, sua eloquência, e a mensagem de esperança que pregava por toda parte, anunciando a sua doutrina.

Muitos levavam enfermos, numa época em que era difícil, muito difícil para as pessoas pobres obterem qualquer tipo de assistência médica dos serviços públicos ou obter a intervenção de um profissional da saúde.

O pobre que fosse doente, realmente enfrentava duras provas.

Por isso as pessoas seguiam o Mestre, na esperança de encontrarem alívio para seus sofrimentos e solução parta suas dificuldades. A sua chegada naqueles lugares oferecia-lhes essa uma rara oportunidade.

Nesta passagem, Jesus observa o quadro e com a empatia que o caracterizava, comenta com os seus discípulos.

“— Estou com pena dessa gente porque já faz três dias que eles estão comigo e não têm nada para comer. Não quero mandá-los embora com fome, pois poderiam cair de fraqueza pelo caminho.”

Certamente, os membros de sua equipe também se sensibilizaram, mas não havia solução à vista.

“— Como vamos encontrar, neste lugar deserto, comida que dê para toda essa gente?”

 

Apenas o Mestre poderia ter uma solução, apoiado em seus poderes espirituais extraordinários. Antevendo o que deveria ser feito, ele pergunta:

“— Quantos pães vocês têm? .”

Eles fazem um inventário dos seus mantimentos e relatam:

“— Sete pães e alguns peixinhos! “

O evangelista informa que havia  quatro mil homens, sem contar as mulheres e as crianças. Obviamente, seus suprimentos seriam insuficientes.

E o que faz Jesus?

Numa atitude que Ele sempre repetia, “rendeu graças a Deus”, demonstrando que seus poderes vinham de um Ser Maior, o Deus no qual ele confiava tanto.

“Então os partiu e os entregou aos discípulos, “

O que teria acontecido?

Uma hipótese é a materialização que ele gerava, cada vez que ia tomando com as mãos um pão ou um peixe, duplicando-o com a ajuda da equipe espiritual que o assessorava.

A literatura espírita relata inúmeros casos em que os espíritos manipulam o ectoplasma (anunciada cientificamente por Charles Richet), substância que todos seres humanos têm e com a qual os médiuns especializados podem contribuir para produzir efeitos físicos especiais como por exemplo a materialização de espíritos e intervenções cirúrgicas, tais como as executadas pelo espírito Dr. Fritz,  com o médium Zé Arigó, ou mais recentemente, o médium João de Deus, Goiás.

Jesus deveria ser um médium de extraordinários recursos. Então, eu creio que ele manipulou o seu próprio ectoplasma e o dos circunstantes para produzir o fenômeno. A falange de Espíritos Superiores que o auxiliava se encarregou dos detalhes e foram produzidos tantos pães e peixes que os membros da multidão se fartaram e ainda houve sobres em quantidade impressionante.

“Todos comeram e ficaram satisfeitos; e os discípulos ainda encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. “

Como se observa,  tudo no Espiritismo tem uma explicação racional e científica. Os milagres não existem. Apenas desconhecemos alguns recursos que podem ser utilizados por quem os sabe manipular.

Num Centro Espírita bem orientado, o ectoplasma também pode ser usado para ajudar pessoas enfermas, atendidas as regras e recomendações de Kardec e outros espíritos elevados.

Infelizmente, nota-se, ultimamente, que muitas Casas Espíritas têm-se restringido às atividades de oferecer palestras e água fluidificada, com recomendação de leitura de livros da Doutrina e orientação para a reforma íntima.

É claro que é ótimo que haja pessoas dedicadas a essas tarefas,  mas o que queremos dizer é que o Espiritismo tem muito mais recursos à disposição dos praticantes de boa vontade que queiram desenvolver suas faculdades para a prática da caridade, pois alguns tipos de benefício só o Espiritismo pode proJesus alimenta multidão 2a multiplicacao

11/11/18

 

OS MILAGRES DE JESUS – 22 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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22 – A CURA DE UM SURDO-MUDO

O TEXTO

31 Jesus tornando a sair dos confins de Tiro veio por Sidônia ao mar de Galileia, passando pelo meio do território de Decápolis.

32 Trouxeram-lhe um surdo e mudo e lhe rogavam que pusesse a mão sobre ele.

33 Então Jesus, apartando-o dentre o povo, colocou seus dedos nos ouvidos dele: e cuspindo, pôs-lhe da sua saliva sobre a língua.

34 Levantando os olhos ao céu, deu um suspiro, e disse-lhe: Ephphetha, que quer dizer, abre-te.

35 No mesmo instante se lhe abriram os ouvidos e se lhe soltou a prisão da língua, de sorte que entrou a falar expeditamente.

36 Ordenou-lhes que a ninguém o dissessem. Porém quanto mais Jesus lhes proibia, tanto mais eles o apregoavam.

37 E tanto mais se admiravam, dizendo: Ele tudo tem feito bem; fez não só que ouvissem os surdos, mas que falassem os mudos.

Marcos 7.31-37

COMENTÁRIOS

Nesta passagem, impressiona a conduta adotada por Jesus para efetuar a cura.

Primeiro, o fato de Jesus tê-lo afastado da multidão. Supomos que onde se reúne muita gente, afluem pessoas de todo tipo, nem todos fiéis ou com pensamentos positivos. Deveria haver ali pessoas até discordantes, indiferentes, participando por participar, talvez até por curiosidade, ou desejando encontrar algum pretexto para a maledicência. As pessoas vibram, emitem fluidos, conforme suas disposições íntimas. Somos seres irradiantes.  Notamos isso frequentemente quando chega alguém de boa ou má vibração a nossa casa, ou numa roda de conhecidos.

Jesus deve ter percebido que o ambiente não era adequado ao processo da cura, que exige um ambiente quase hospitalar, no panorama espiritual.

Isolado o enfermo, provavelmente afluíram os espíritos assessores do Mestre para subsidiar a operação, formando um pequeno grupo onde o surdo-mudo era a figura central.

“”(…) colocou seus dedos nos ouvidos dele:”

Jesus agiu, como um médium passista, dirigindo sua energia diretamente nos ouvidos do enfermo.

“e cuspindo, pôs-lhe da sua saliva sobre a língua.”

Interessante a forma escolhida por Jesus para magnetizar a língua do doente: a sua própria saliva. A  rigor, não seria de admirar que a saliva de Jesus estivesse impregnada de fluidos de energia positiva e reparadora.  Mas notem que Ele colocou sua saliva na boca do surdo-mudo, um ambiente orgânico obviamente similar para receber o líquido da saliva de Jesus, enriquecida com fluidos positivos e curadores.

Mas não foi só. Jesus, num gesto de humildade e de submissão a forças espirituais superiores, ainda ergue os olhos ao Céu e pede a interferência.

”Levantando os olhos ao céu, deu um suspiro, e disse-lhe: Ephphetha, que quer dizer, abre-te.”

Algumas traduções trazem “efatá”; o certo é que Jesus pediu a Forças Superiores que “abrissem” as travas que emperravam a língua do homem com relação a  movimentos orgânicos necessários para produzir a fala.

Por que teria Jesus feito essa prece? Não disponha Ele de todos os poderes necessários para produzir o fenômeno da cura?

Acreditamos nós que o Mestre deve ter mobilizado alguma equipe especializada, posta a seu serviço no momento da cura.

Mis uma vez nos impressiona a sensibilidade de Jesus. O Mestre interessou-se pelo caso, pelo enfermo incapacitado de trabalhar, até mesmo de se comunicar com as pessoas. As razões deveriam ser espirituais, mas há quanto tempo esse homem vinha sofrendo essa limitação tão séria e angustiante, que certamente lhe causava dependência da caridade de familiares e circunstantes?  Dizem que surdez e mudez são enfermidades aparentadas, quem não ouve não fala pelo simples fato de não ouvir e não ter modelos sonoros para repetir. Mas, parece que não era esse o caso. Jesus sentiu que havia algo errado com a língua do paciente, algo orgânico. E fez o que achou que deveria ser feito.

Maravilhoso.  A bondade de Jesus sempre comove.

04-11-18

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OS MILAGRES DE JESUS – 21 – UMA VISÃO ESPÍRITA

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21 – A CURA DA FILHA DA MULHER CANANEIA

O TEXTO

21 Saindo daquele lugar, Jesus retirou-se para a região de Tiro e de Sidom.

22 Uma mulher cananeia, natural dali, veio a ele, gritando: “Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito”.

23 Mas Jesus não lhe respondeu palavra. Então seus discípulos se aproximaram dele e pediram: “Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós”.

24 Ele respondeu: “Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel”.

25 A mulher veio, adorou-o de joelhos e disse: “Senhor, ajuda-me!”

26 Ele respondeu: “Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”.

27 Disse ela, porém: “Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”.

28 Jesus respondeu: “Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”. E, naquele mesmo instante, a sua filha foi curada.

(Mateus 15.21-28; Ver também Marcos 7.24-30)

COMENTÁRIOS

A mulher que tão desesperadamente procurava Jesus era cananeia, isto é, era de Canaã, a região que os israelitas conquistaram  por orientação de Abraão, que a chamava de  “terra prometida, onde flui leite e mel”. Os conquistadores passaram a denominar a região de Israel, e não eram boas as relações com os vencidos, que tinham religião diferente, deuses diversos,  aos quais ofereciam sacrifícios de animais e crianças.

Por onde passava, Jesus realizava curas e empolgava com seu discurso arrebatador. Sabendo que o Mestre estava em trânsito pela região (Tiro e Sídom), corre à procura do Mestre  para pedir ajuda a uma filha enferma.

“Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito”.

Mas, aparentemente, Jesus não se comove e lembra à solicitante que historicamente os respectivos povos eram adversários.

“Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel”.

Isso causa uma certa estranheza ao leitor. Jesus, preconceituoso, enfatizando mágoas? Mas eu acho que Ele apenas iria aproveitar a oportunidade para uma profunda lição.

A mulher insistia, seguia o grupo, pedindo repetidamente, a ponto de incomodar os seus seguidores.

“Manda-a embora, pois vem gritando atrás de nós”.

Jesus resolve encará-la para resolver o impasse:

“Eu fui enviado apenas às ovelhas perdidas de Israel”.

Mas ela reiterava e adorou-o, de joelhos,  e disse:

“Senhor, ajuda-me!”

O mestre se justificou:

“Não é certo tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos”.

Entretanto, a mulher de Canaã, torturada pelo sofrimento da filha, insistia, demonstrando profunda confiança nos poderes de Jesus:

“Sim, Senhor, mas até os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus donos”.

Então, Jesus cedeu:

“Mulher, grande é a sua fé! Seja conforme você deseja”. E, naquele mesmo instante, a sua filha foi curada.

Notem que Jesus em inúmeras oportunidades requer de quem lhe pedia ajuda a demonstração de uma fé muito forte. Neste episódio, a fé era tanta que Ele resolveu estender a sua ação de benfeitor das “ovelhas perdidas da Casa de Israel!” justamente a uma pessoa que não cultuava o mesmo Deus e aceitava outros dogmas religiosos.

Raciocinemos sobre isso. Qual é o “tamanho” da nossa fé? Nós acreditamos mesmo em Jesus, convictamente, em decorrência de reflexões e raciocínios,  ou cremos só porque ouvimos falar ou fomos criados ouvindo de nossos pais e parentes que “deveríamos” acreditar?  Essa fé superficial, aparente, colhida da educação ou de leituras, parece não bastar para que Jesus opere.

“Mulher, grande é a tua fé!” – Ele reconheceu. E promoveu a cura à distância.

***

Outro detalhe que gostaríamos de comentar é a natureza da doença da filha da cananeia. Qual era a sua doença?

“Minha filha está endemoninhada e está sofrendo muito”. (grifamos).

Vemos aqui mais um caso de OBSESSÃO, ou seja: um espírito a assediava e provocava problemas orgânicos ou psiquiátricos. Jesus reconhece o transtorno como sendo causado por uma entidade obsessora.

No Evangelho de Marcos, a resposta de Jesus é mais esclarecedora.

29 Então ele lhe disse: “Por causa desta resposta, você pode ir; o demônio já saiu da sua filha”. (Grifamos)

Já comentamos aqui. Achamos que, mesmo entre espíritas praticantes  da Religião Redentora, tem havido uma certa subestimação da gravidade das questões de obsessão,  como causa de doenças e problemas comportamentais.

Os afetados procuram a casa espírita,  que recomenda o tradicional “assistir a palestras e tomar água magnetizada”. Sugere-se a leitura de livros. É claro que está correto, isso fará mesmo muito bem.

Mas em certos casos, mais ou menos graves,  isso não basta. Como não temos o mesmo poder de Jesus, faz-se mister que certos casos sejam encaminhados a sessões especializadas de Desobsessão, organizadas segundo as normas ditadas por Allan Kardec. Eu, com base na experiência que tive na Associação Espírita André Luiz, de Agudos-SP, recomendo o estudo do livro ‘DESOBSESSÃO” de André Luiz. Os pedidos poderiam ser cadastrados e trazidos ao exame dos mentores espirituais (não é recomendada a presença dos enfermos), para que cada caso seja tratado metódica e convenientemente.

A um Centro Espírita que não tenha um dia da semana reservado a sessões especializadas de desobsessão, falta alguma coisa, está ainda incompleto, à espera de voluntários caridosos que encarem assumir esse maravilhosa tarefa.

Que Amigos Espirituais nos inspirem na extensão da caridade evangélica aos ‘endemoninhados”, ou seja aos espíritos enlouquecidos por ódio que praticam a vingança a partir do plano invisível e dos encarnados que lhes sofrem a ação que enferma e desequilibra.

Em Agudos, aprendemos que muitos entidades chamadas “obsessores” são apenas espíritos em sofrimento, muitos ainda confusos após desencarne recente, outros desequilibradas vítimas de suicídio ou graves crimes cometidos, outros ainda debilitados por doenças que os impedem de se reconhecer como espíritos recém desencarnados.

Nosso mentor espiritual, que se autodenominava “Mãe Maria”, trazia à comunicação espíritos nessas condições em todas as nossas reuniões de desobsessão. Quase sempre nos comovíamos com a dor e o sofrimento dos comunicantes, a saudade que sentiam dos que deixaram na Terra, a solidão e a falta de rumo que sentiam, peregrinando como andarilhos no espaço.

Sim, amigos, há muito trabalho a ser feito nessa área.

28/10/18

Mulher cananeia

OS MILAGRES DO MESTRE JESUS – 20 UMA VISÃO ESPÍRITA

Padrão

20 JESUS ANDA SOBRE AS ÁGUAS

O TEXTO

22 Logo em seguida, Jesus insistiu com os discípulos para que entrassem no barco e fossem adiante dele para o outro lado, enquanto ele despedia a multidão.

23 Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho,

24 mas o barco já estava a considerável distância da terra, fustigado pelas ondas, porque o vento soprava contra ele.

25 Alta madrugada, Jesus dirigiu-se a eles, andando sobre o mar.

26 Quando o viram andando sobre o mar, ficaram aterrorizados e disseram: “É um fantasma! ” E gritaram de medo.

27 Mas Jesus imediatamente lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenham medo! ”

28 “Senhor”, disse Pedro, “se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas”.

29 “Venha”, respondeu ele. Então Pedro saiu do barco, andou sobre a água e foi na direção de Jesus.

30 Mas, quando reparou no vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me! ”

31 Imediatamente Jesus estendeu a mão e o segurou. E disse: “Homem de pequena fé, porque você duvidou? ”

32 Quando entraram no barco, o vento cessou.

33 Então os que estavam no barco o adoraram, dizendo: “Verdadeiramente tu és o Filho de Deus”.

Mateus 14:22-33   Ver também :  Marcos 6.45-52; João 6.16-21)

COMENTÁRIOS

Chama-me a atenção o hábito que Jesus tinha de  isolar-se de todos para orar.

“Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho,”

Suponho eu que Ele se reunia com a falange de espíritos elevados que o assessoravam, nos momentos em que se dirigia a Deus em preces particulares, rogando ao Pai a proteção  indispensável para a sua missão. Um gesto de grande humildade, pois era um espírito sublimado, pela sua evolução.

Cumprido o seu ritual,. Ele quis dirigir-se aos apóstolos que, num barco, se dirigiam para o outro lado do lago, mas a  embarcação enfrentava  forte chuva, com ventos fustigando-a, assustadoramente.

Mas o que faz Jesus? Simplesmente se dirige a eles caminhando sobre o mar, o que os assusta.

“É um fantasma! ” E gritaram de medo

Mas o Mestre os tranquiliza e encoraja:

“Coragem! Sou eu. Não tenham medo! ”

 

Pedro quis conferir:

“Senhor”, disse Pedro, “se és tu, manda-me ir ao teu encontro por sobre as águas”.

“Venha!”, estimula Jesus. Assim encorajado, Pedro caminha também sobre as águas, mas num certo momento teme, pois chovia e ventava. E começa a afundar.

Gritou: “Senhor, salva-me! “

Jesus lhe estende a mão, censurando a vacilação de sua confiança.

“Homem de pequena fé, porque você duvidou? “

E os companheiros, assistindo a tudo isso, maravilharam-se com os poderes de Jesus:

“Verdadeiramente tu és o Filho de Deus”.

Ah, quanta coisa há a dizer sobre essa narrativa!

A primeira reflexão que me ocorre é a questão da fé. Jesus queixa-se de Pedro. “Por que vacilaste?”, deixando claro que a obtenção de benefícios do Alto depende de uma ligação espiritual que devemos cultivar;  chamada simplesmente de fé.

O que é a fé? Uma atitude de reconhecimento da proteção que o Pai dedica a seus filhos permanentemente, constantemente, espalhando o seu amor como se fora um manto diáfano.

Nós nem percebemos ou nos damos conta de quão grande é essa proteção. Como um rebanho, seguimos nossas vidas, sob a condução de pastores amorosos que nos livram de males de que nem chegamos a suspeitar, no cotidiano de nossas vidas.

Se temos fé, entregamo-nos ao Criador e seus agentes.  Mais do que isso, a fé é um sentimento que nos liga ao Pai, qual fora um recurso magnético, prendendo-nos a quem nos ama e manifesta esse amor diuturnamente.

Na maioria das vezes expressamos nossa fé apenas retoricamente. Quando ameaçados por uma doença, ou atingidos por alguma ocorrência mais séria conosco ou nossos familiares e amigos, vacilamos, por não compreendermos bem, na oportunidade, o modo como se processa a bondade de Deus.

E se meu pai morrer? E se aquele anjo recém nascido não resistir á enfermidade e desencarnar? E se for atingido por grave moléstia incapacitante aquele amigo querido?  Deus teria falhado em sua proteção ou estaria demonstrando que não pode tanto assim?

Precisamos entender que a morte não é o fim. A vida continua nos planos espirituais. O sofrimento é serviço, e trabalho de renovação e aperfeiçoamento. A morte e o sofrimento não são necessariamente tragédias: podem constituir-se até em felicidade, pela alegria de quitar um compromisso do passado.

****

Um último aspecto que quero analisar é a questão de Jesus ter andado sobre as águas,  em meio a um fenômeno de efeitos físicos chamado levitação, que muitos médiuns – com muito menos evolução espiritual que Jesus – detêm e podem experimentá-lo e demonstrá-lo nas Casas Espíritas, em sessões especializadas.

É verdade que dada a Sua elevação, a encarnação de Jesus não deveria ser semelhante às nossas; ele não estaria tão pesadamente preso à carne como nós outros. Mas para esse fenômeno  não é requerida essa superioridade. Tanto assim que Jesus convida Pedro a acompanhá-lo. Jesus só precisou socorrê-lo porque ele vacilou. Gosto de lembrar que havia um grupo auxiliando o Mestre nos prismas espirituais.

Levitar não é um fenômeno tão raro assim. Atendidos os requisitos,  o fenômeno pode ser  demonstrado para utilizações  úteis que servem para o reforço de nossa fé.

O mais importante nesse episódio é a exaltação da necessidade de mantermos viva a nossa fé,  sejam quais forem as circunstâncias, quaisquer que sejam as ameaças que venhamos a sofrer em nossas vidas.

“Homem de pequena fé, porque você duvidou? ”

Tenhamos em mente que, no fundo, tudo tende ao bem, tudo reverte ao bem comum, mesmo que não entendamos isso de pronto.

Lembremo-nos sempre de que Deus ama todas as suas criaturas e quer o nosso bem e nossa felicidade, mesmo que não pareça no momento em que enfrentamos a dificuldade da prova ou o corretivo do aperfeiçoamento.

21-10-18

Jesus consolando um desesperado

OS MILAGRES DE JESUS – 19 – VISÃO ESPÍRITA

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19 PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES

O TEXTO

Com algumas variações, a narrativa aparece  nos 4 Evangelhos. Escolhemos o de Mateus.

14 Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes.

  • Ao cair da tarde, os discípulos aproximaram-se dele e disseram: “Este é um lugar deserto, e já está ficando tarde. Manda embora a multidão para que possam ir aos povoados comprar comida”.
  • Respondeu Jesus: “Eles não precisam ir. Dêem-lhes vocês algo para comer”.
  • Eles lhe disseram: “Tudo o que temos aqui são cinco pães e dois peixes”.
  • “Tragam-nos aqui para mim”, disse ele.
  • E ordenou que a multidão se assentasse na grama. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, deu-os aos discípulos, e estes à multidão.
  • Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram.
  • Os que comeram foram cerca de cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.

Mateus 14:14-21 – Veja também: Marcos 6.34-44; Lucas 9.12-17; João 6.5-13)

COMENTÁRIOS

Jesus atraía multidões, encantadas com seus discursos de esperança, desejosos de obter curas ou melhoras em suas enfermidades e/ou limitações físicas e orgânicas.

14 Quando Jesus saiu do barco e viu tão grande multidão, teve compaixão deles e curou os seus doentes.

Neste episódio, O Mestre se sensibiliza  porque eles se submetiam a dificuldades de manutenção pessoal, complicadas por se aglomerarem homens, mulheres e crianças.

O problema é analisado com os seus seguidores; um deles destaca:

“Este é um lugar deserto, e já está ficando tarde. Manda embora a multidão para que possam ir aos  povoados comprar comida”.

Havia muita gente, mesmo, segundo a narrativa: cerca de 5.000 homens, mais suas mulheres e crianças.

As pessoas teriam dinheiro para comprar alimentos? Em geral, eram pessoas pobres. O grupo que acompanhava o Mestre teria reserva de alimentos para alimentá-los?

17     Eles lhe disseram: “Tudo o que temos aqui são cinco pães e dois peixes”.

E dinheiro, eles teriam? No Evangelho de Marcos, eles informam que ficaria caro comprar alimentos para todo mundo:

Os discípulos perguntaram: “Devemos gastar meio ano de salário e comprar pão para dar-lhes de comer?”

Aproximadamente uns 200 denários.  A grosso modo: R$32,00 x 200  = R$6.400,00, considerando que um denário – 10 asses de cobre – remunerava um dia de serviço.

Jesus reconhece a dificuldade financeira.

“Dêem-lhes vocês algo para comer”.

Mas também não havia provisões, nem estoque.

17     Eles lhe disseram: “Tudo o que temos aqui são cinco pães e dois peixes”.

O Mestre se decide então por tomar uma providência especial, na verdade, excepcional:

19     E ordenou que a multidão se assentasse na grama. Tomando os cinco pães e os dois peixes e, olhando para o céu, deu graças e partiu os pães. Em seguida, deu-os aos discípulos, e estes à multidão.

Todos comeram e ficaram satisfeitos, e os discípulos recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram.

Bem, o ponto a discutir é como se processou esse milagre. Estudiosos aventaram a possibilidade de que irradiações magnéticas de Jesus pudessem ter produzido a sensação de saciedade, sem que houvesse havido a produção de alimentos reais.

Mas não devemos esquecer de que Jesus era acompanhado de uma falange de espíritos elevados que O assessoravam.

Ora, a materialização é um fenômeno produzido regularmente nos Centros Espíritas em sessões especializadas.

Certamente, haveria, entre os seguidores de Jesus médiuns capazes de produzir o ectoplasma, energia nervosa que os Espíritos podem manipular para produzir efeitos físicos. No Livro “Missionários da Luz”  André Luiz descreve no capítulo 10 uma sessão especializada.

Eu acho que foi isso que ocorreu na multiplicação dos pães e dos peixes. Espíritos da assessoria do Mestre  trabalharam com médiuns de efeitos físicos e reproduziram os alimentos. Suponho até – apenas como mais uma alternativa – que poderia ter ocorrido o fenômeno mediúnico de “transporte”, movimentando-se peixes de águas próximas, sob a gerência da equipe espiritual que acompanhava Jesus.

Lembre-nos de que não existem milagres. São fenômenos que não encontravam explicação à época em que ocorreram.

Outros médiuns contemporâneos geraram curas: Zé Arigó, João de Deus e muitos outros. Recordemos  as benzedeiras do interior do Brasil, das regiões rurais. Todos os dias algum fenômeno de cura está ocorrendo, e quase sempre isso se dá através de efeitos físicos com médiuns que detêm  as qualidades requeridas.

Kardec tratou do assunto em vários pontos de sua obra, assim como André Luiz e Emmanuel. Além de outros autores.. É só a gente se dispor a estudar que encontraremos as respostas.

Espiritismo não é crença cega.  É ciência, filosofia e religião.

Estudemos pois.

“Conhecereis a verdade, a verdade vos libertará” – Jesus.

14/10/18

Multiplicação de paes - 1